É real! Temos uma heroína em filme solo no cinema! Enquanto seus pares na chamada “Trindade da DC”, Batman e Super Homem já haviam sido retratados em diversos filmes ao longo dos anos, a Mulher-Maravilha tinha sido apenas protagonista de uma série de TV nos anos 70, estrelada por Lynda Carter. Para ficar em pé de igualdade com seus companheiros de Liga da Justiça, finalmente, a DC/Warner trouxe às telas a origem da princesa das Amazonas, Diana.

E Mulher-Maravilha, não é só o primeiro filme solo de uma heroína, é também o primeiro filme de super herói a ser dirigido por uma mulher, Patty Jenkins. Jenkins nos traz uma história clássica, para apresentar Diana e seu universo a um grande público com uma narrativa que remete ao cinema antigo, com toques de leveza, sem deixar de lado as grandes cenas de ação.

Abaixo, citamos alguns pontos especiais da produção, que podem fazer você querer correr para o cinema e assistir ao mais novo filme da DC! Confira:

  • Empoderamento
(Divulgação/Warner)

É imensurável o valor de sentir-se representada. Como já dito, este é o primeiro filme solo de uma heroína e por mais que Diana seja uma deusa, é uma figura feminina em destaque. A presença de Diana nesse universo passa a mensagem da necessária igualdade de gênero em mundo machista, que historicamente subjugou (e subjuga) a mulher. Como a princesa foi criada em outro ambiente, fica evidente que ela não se coloca em lugar de inferioridade, muito pelo contrário, suas ações demonstram que ela se vê como igual.

É importante ressaltar que não há uma sexualização da personagem, mesmo na construção de seu romance com Steve Trevor (Chris Pine). Uma mulher que não precisa usar sua ~sensualidade~ para conseguir o que quer é um grande avanço na retratação das heroínas (sejam super ou não) femininas.

Outro destaque é Themyscira, a ilha na qual Diana cresceu é retratada como um local de mulheres fortes e guerreiras. Mesmo superprotegida pela rainha Hipólita (Connie Nielsen), sua mãe, a princesa encontra a força e agilidade no treinamento de sua tia Antíope (Robin Wright).

  • Cenas de luta

Que lindas coreografias!!! Em especial, fiquei boquiaberta com o treinamento e cenas em Themyscira. São sequências de lutas que empolgam, dosadas ao longo do filme. É nítido ver que Diana Prince (sobrenome adquirido em nosso mundo rs) é forte e ágil, sem parecer artificial. Mesmo quando as lutas passam para o universo místico dos heróis, ainda é convincente.

  • Trilha Sonora

Sobe o som! Para acompanhar as ótimas sequências de lutas coreografadas, uma trilha sonora certeira. Com o passar do longa, já dá para saber quando uma grande cena de ação vai começar, é na hora que toca a música!

  • Mensagem

Esperança! Mesmo em meio à Primeira Guerra Mundial, Diana consegue enxergar na humanidade muito mais do que o egoísmo e potencial para destruição. Ao finalizar a história, a princesa das Amazonas, percebe que mesmo em meio ao caos, o amor (não estou falando de romance) ainda pode vencer.

Ressalto a empatia de Diana, uma mulher que se compadece das pessoas, muito mais dos que estão acostumados com a dor e sofrimento. E ela não só se compadece, mas decide fazer algo significativo à respeito.

  • Gal Gadot
(Divulgação/Warner)

Que mulher!! Ex-miss, ex-recruta do exército Israel, ex-modelo e ex-estudante de Direito, e agora: para sempre Mulher-Maravilha. Gal Gadot consegue passar força, suavidade, agilidade, empatia… Tudo o que é pedido ao longo do filme. Ela toma conta da tela e faz muito bonito, se você ainda não tinha ficado convencido em BvS, com certeza Mulher-Maravilha firma a atriz como a principal super heroína da DC.

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