Nova promo da 6ª temporada de Pretty Little Liars é divulgada

A ABC (futuramente FreeForm) divulgou recentemente uma nova Promo sobre a fase B da 6ª temporada de Pretty Little Liars. Nela podemos ver não apenas feixes da continuação da temporada, mas também comentários de algumas das personagens principais.

A série irá avançar 5 anos no tempo. Aria (Lucy Hale), Spencer (Troian Bellisario), Emily (Shay Mitchell) , Allison (Sasha Pieterse) e Hannah (Ashley Benson) conseguem enfim seu tão desejado e merecido tempo sem sofrer nas mãos de “A”, revelada no final do último episódio como sendo Charlotte DiLaurentis (Vanessa Ray) ou CeCe Drake! O dia do julgamento de Charlotte se aproxima e as meninas irão depor a seu favor a pedido de Allison. Após o julgamento todas recebem a mesma mensagem de alguém dizendo saber sobre as mentiras contadas no tribunal. E o novo tormento começa.

Outro fator que pode ser percebido no vídeo é o fato de Hannah estar beijando alguém diferente de Caleb (Tyler Blackburn), apesar do mesmo ainda estar envolvido nesse novo mistério, assim como Toby (Keegan Allen). Ezra (Ian Harding) aparece no vídeo gritando e irritado com as meninas, principalmente com Aria.

 

Pretty Little Liars retorna no dia 12 de janeiro nos Estados Unidos.

 

 

Poltergeist | Eles estão aqui… Outra vez

Atenção! Spoilers…

De repente a TV desliga sozinha. A luz acende sem que ninguém mexa no interruptor. A geladeira faz estalos estranhos e por alguns segundos você sente… medo. São apenas alguns segundos até você lembrar que havia programado a TV para desligar às 23h38min e quando apagou a luz, sem querer, deixou o interruptor posicionado no meio o que fez com que ela voltasse a acender. A geladeira faz esses barulhos o tempo todo e você se pergunta se os estalos são normais ou defeitos de fabricação. Situações cotidianas, aparentemente normais, que quando bem elaboradas, servem de enredo para aquelas histórias que você evita ler antes de dormir.

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Eles estão aqui… Outra vez. Mais uma da série: ganhou remake. Após 33 anos desde o seu lançamento em outubro de 1982, o clássico do terror Poltergeist retornou as telas hoje, 21 de maio. Escrito e produzido pelo veterano Steven Spielberg, com direção do responsável pela obra prima O Massacre da Serra Elétrica, Tobe Hooper, o longa entrou para o hall dos clássicos do horror e sua produção continua inspirando filmes do gênero até hoje. A história, que se passa em um pacato subúrbio americano, destaca os recentes acontecimentos na casa da família Freeling, que começam com o suposto sonambulismo da filha Carol Anne, interpretada pela eterna atriz mirim Heather O’Rourke. Após um prólogo, de aproximadamente 4 minutos, com sequências de imagens compostas apenas por trilha sonora e bons enquadramentos, somos apresentados a normalidade de uma família de classe média, que do dia para a noite passa a conviver e interagir com fenômenos inexplicáveis.

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Ao contrário da máxima “O melhor está por vir”, em Poltergeist acontece o contrário. O suspense inicial acaba se sobressaindo sobre o terror previamente anunciado. Sabemos que ele pode surgir a qualquer momento, mas ele não o faz logo e a tensão que se cria torna-se mais envolvente do que o próprio clímax. É o que acontece durante os minutos iniciais, onde acompanhamos uma emissora encerrar sua transmissão, um pai adormecido na poltrona da sala diante de uma TV sem sinal enquanto os outros que ali habitam descansam em seus respectivos quartos e apenas uma alma viva perambula pelo local: o cachorro. A caçula acorda e desce as escadas em direção ao aparelho que solta flashes de luz a medida em que a menina se aproxima e, apesar de não reproduzir nenhum som além do chiado, a comunicação entre a pequena Carol Anne e a TV está implícita. Mais precisamente aos 3min e 40s temos a nossa primeira fala: “Hellooo?“. O pai acorda e o restante da família se reúne na sala enquanto a menina, em um claro estado de transe, solta frases aleatórias para o televisor. Mas essa é apenas a ponto do iceberg.

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Passamos a acompanhar situações peculiares como objetos que se movem sozinhos ou mudam de lugar em um piscar de olhos, e até mesmo os próprios personagens interagindo com as atividades, como na sequência em que a matriarca Diane (JoBeth Williams) resolve realizar experimentos e posiciona objetos e até mesmo a própria filha no chão da cozinha e os vê deslizar de uma ponta a outra do local. As manifestações passam a ficar mais violentas e o ponto crucial do filme vem durante uma tempestade que resulta no desaparecimento da caçula da família, detalhe: dentro da própria casa. Através do aparelho de TV a família consegue se comunicar com a menina que parece estar em uma outra dimensão, enquanto as estranhas atividades continuam a acontecer no andar de cima da casa, no quarto em que Carol Anne dividia com o irmão Robbie (Oliver Robins).

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Desesperado, o pai Steve, interpretado por Craig T. Nelson, procura um grupo de parapsicólogos que, finalmente, explicam o que está ocorrendo no lugar. Poltergeist diferente do que conhecemos como assombração, que geralmente está ligada a lugares, é uma manifestação associada a indivíduos e suas atividades tendem a durar menos do que as provocadas por assombrações. Em um diálogo perfeito, a parapsicóloga, Drª Martha Lesh (Beatrice Straight) tenta explicar a Robbie o que aconteceu com a irmã “Alguns creem, que quando morremos, nossa alma vai para o céu. Alguns creem, que quando morremos, há uma luz maravilhosa, brilhante como o sol, mas não doi olhar para ela. As respostas para tudo que sempre quis saber estão dentro dessa luz. E quando anda até ela, se torna parte dela para sempre. Mas algumas pessoas morrem e não sabem que se foram. Talvez elas não quisessem morrer. Talvez elas ainda não estivessem prontas. Talvez não tenham feito tudo o que gostariam, ou queiram viver mais. Elas não querem ir para a luz, não importa o quanto sejam bem-vindas.Querem ficar por aí, vendo TV, vendo seus amigos crescerem… Cheios de tristeza e inveja. Esses são sentimentos negativos. Eles machucam. E então, algumas pessoas se perdem no caminho para a luz e algumas precisam ser guiadas até ela…“. Por conta da Industrial Light & Magic, Poltergeist conseguiu arrematar uma indicação ao Oscar por Efeitos Visuais. A Trilha Sonora composta por Jerry Goldsmith também conseguiu uma indicação seguida por Melhor Som. O filme ainda ganhou duas continuações ao longo dos anos 80, Poltergeist II – O Outro Lado (1986) e Poltergeist III – O Capítulo Final (1988), entretanto, nenhuma conseguiu alcançar o mesmo impacto que o primeiro filme. Agora, 30 anos depois uma nova adaptação ressurge nas telas do cinema através da direção do britânico Gil Kenan.

Poltergeist envelheceu. Três décadas depois, o clássico, para muitos desta geração, tornou-se obsoleto. Isso de modo algum apaga o prestígio e o valor que a obra tem na cultura popular e nas tantas outras obras que a sucederam e nela buscaram inspiração. Há três décadas, éramos capazes de acreditar nas realidades que os filmes de terror nos vendiam. Não é à toa que os grandes clássicos são datados entre as décadas de 70 e 80. Muitas produções de boa qualidade surgiram com o passar dos anos, mas em um mundo dominado pela “bolha” internet, onde todos os dias, somos bombardeados por dezenas de creepypastas sobre assassinos em série, que vão desde psicopatas reais ou inventados aos mais macabros casos de violência e terror já registrados no mundo, histórias como a de Poltergeist precisam de muito mais do que bons efeitos especiais para provocar calafrios. Remakes são sempre produções arriscadas. Muitos dirão que não chega aos pés da versão original e outros gritarão aos quatro ventos que os tempos mudam e a nova versão renova clássico e história. Mas isso, nós só saberemos assistindo.

Mais uma da série | One Tree Hill

Atenção! Esse texto pode conter spoilers de uma série de TV que já acabou

Neste momento, há 6 bilhões, 470 milhões, 818 mil e 671 pessoas no mundo. Algumas estão fugindo com medo. Algumas estão indo para a casa. Algumas mentem para conseguir superar o dia. Outras estão encarando a verdade agora. Alguns são maus, em guerra contra o bem. E alguns são bons, lutando contra o mal. 6 bilhões de pessoas no mundo. 6 bilhões de almas. E, às vezes… Você só precisa de uma.“. O mundo ganhou, aproximadamente, 1 bilhão de pessoas novas após Peyton Sawyer fazer essa citação no final do primeiro episódio da terceira temporada de One Tree Hill, exibido originalmente no dia 5 de outubro de 2005. Quase 10 anos se passaram desde então, e, provavelmente, outros 10 virão seguidos de mais 10 e mais 10, mas ainda assim o que P. Sawyer nos disse aquele dia continuará fazendo sentido. Algo tão real que quase podemos tocar. Ao som de Athlete, mais uma temporada se iniciava e mais um episódio marcante se concluía.

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Mais uma da série: acabou e deixou saudade. Qualquer sinopse que você leia por aí sobre One Tree Hill, será superficial e irrelevante. Por quê? Por que não existe maneira de resumir os 9 anos dessa série em poucas linhas. Talvez você encontre textos como “Nathan e Lucas são dois meio irmãos que só tem em comum o pai Dan Scott e o dom para jogar basquete…” ou “À primeira vista, One Tree Hill é a clássica série que coloca dois adolescentes como rivais em algo em que ambos são muito bons – nesse caso, o basquete –  mas além da constante disputa de egos, existe uma garota que complica um pouco mais as coisas – Peyton“. Se, por acaso, você nunca assistiu One Tree Hill, nem mesmo aos domingos pela manhã, quando era exibida pelo SBT como Lances da Vida, não desanime com as sinopses que encontrar. Não é culpa delas, muito menos de quem as escreve, apenas é impossível resumir o que OTH foi e é em meras cinco linhas, mesmo que superficialmente.tumblr_mdqov2DqET1rkp9koo1_500
Exibida inicialmente pelo canal The WB, a série, desenvolvida pelo diretor, produtor e roteirista Mark Schwahn, abordou muito mais do que as sinopses podem nos mostrar. Durante nove temporadas fomos apresentados a personagens singulares e inúmeras tramas, bem elaboradas por sinal, o que fez com que cada personagem, mesmo que recorrente, tivesse um papel importante na história e no desenvolvimento dos demais personagens. Logo na primeira temporada podemos ver que a narrativa vai muito além da aparente representação do conto bíblico “Caim e Abel”, na verdade, a história mais antiga do mundo só serve de base para o que vamos encontrar. Ao decorrer dos episódios conhecemos os personagens e com isso construímos novos olhares sobre o que parecia estar concreto. Peyton Sawyer (Hilarie Burton) a líder de torcida, loira, com pinta de modelo, presa ao coração de uma punk triste, com um talento incrível para a arte. Brooke Penelope Davis (Sophia Bush), a B. Davis ou Queen B, capitã da equipe de líderes de torcida, promíscua e fútil até onde os olhos podem ver, mas que na verdade, e aos olhos da autora que cá lhes escreve, é sem dúvida a personagem que mais se autoafirmou e cresceu ao longo da série, aprendendo com as quedas e descobrindo seu talento. Haley Bob James (Bethany Joy Lenz), posteriormente James-Scott, que por trás da tutor girl falante e amiga superprotetora, escondia uma voz e um talento incrível que, com sorte, podemos ver se desenvolver. Nathan Scott (James Lafferty), o garoto problema/ garoto de ouro, que descobriu o tipo de pessoa que desejava ser e o mais importante, foi atrás do que ele acreditou ser o certo. E Lucas Scott (Chad Michael Murray), o meio irmão desconexo, sempre com uma boa citação na ponta da língua, que, apesar do amor ao basquete, mantinha outra paixão: a literatura, e com ela, eternizou o que todos eles chamam de lar: Tree Hill.Foram muitos os episódios que nos deixaram com o coração na mão. Fossem finais de temporadas ou mesmo começos, uma coisa sempre foi fundamental em One Tree Hill e fez com que a série conquistasse centenas de fãs: a soundtrack. Cada episódio leva o nome de uma música, mesma fórmula utilizada em outras séries, como a popular Grey’s Anatomy. Diversos artistas e bandas passaram por Tree Hill, pela quadra de River Court, pela Tric, ou até mesmo pelo Karen’s Cafe. Lugares comuns, em uma cidade comum, com pessoas comuns, porém histórias não tão usuais. Se pudesse escolher qualquer episódio, de qualquer série de TV que marcou algo em você, fosse no seu dia ou sua forma de pensar, mas que de alguma forma mudou você, qual você escolheria? Missão difícil. One Tree Hill conseguiu nos presentear com vários desses “momentos” que nos fazem parar por alguns instantes e realmente refletir sobre o que estamos fazendo. 3×16. O episódio “divisor de águas” da série. Um colapso no tempo. Uma pausa. Um rompimento. A oportunidade para refletir sobre “o que estamos fazendo?”. “With Tired Eyes, Tired Minds, Tired Souls, We Slept“. Um dia normal em Tree Hill High. E de repente a escola, os personagens, a série, fazem parte de mais uma daquelas trágicas notícias da TV. Um atirador na escola. Quem é? O que ele faz? O que ele quer? Todas essas perguntas são feitas ao longo do episódio e todas elas são respondidas. 3×16. Aqui percebemos que nós somos os nossos próprios vilões e hora ou outra teremos que encarar nossos erros. A forma como o bullying, a hierarquia das escolas americanas é tratada ao longo de 45 minutos é genial. Nos coloca como espectadores em certas ocasiões e como atores em outras. Impossível não se emocionar com a interpretação de Colin Fickes no papel de Jimmy Edwards. O desfecho do episódio tão pouco deixa de ser surpreendente, com o assassinato de um dos personagens principais, Keith Scott (Craig Sheffer), provocado pelo próprio irmão, Dan Scott (Paul Johansson). É a história mais antiga do mundo.

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OTH seguiu apresentando ao público bons enredos e desfechos para os seus personagens, mas após três temporadas bem sucedidas a série sofreu novo colapso com a saída de dois dos principais personagens da trama: Lucas e Peyton. A saída de ambos, embora tenha afetado a audiência do show, chegando ao ponto de ser cogitado um cancelamento na sétima temporada, não interferiu no desfecho dos demais personagens, que conseguiram carregar o show por mais duas temporadas. Ao que se sabe Lucas e Peyton tiveram seu final feliz e nós também. Apesar da ausência na tela, ambos foram constantemente lembrados ao longo das demais temporadas, criando uma história confortável. A chegada de novos personagens também contribuiu para que o show prosseguisse por mais um tempo. Personagens que não chegaram para substituir e sim somar. Quinn James (Shantel VanSanten) que conquistou o público não pela beleza e sim pela simplicidade das suas atitudes. Julian Baker (Austin Nichols) e Clay Evans (Robert Buckley) que, a princípio, tinham a faca e queijo na mão para serem os grandes clichês da série, mas surpreendem o público pelo caráter contrário as aparências. Porque essa é a grande questão de One Tree Hill: verdades absolutas são tão absolutas assim? As aparências enganam e não devemos julgar os livros pelas capas. Nossos personagens tem suas virtudes e fraquezas e a série nunca se preocupou em escondê-las.

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Schwahn construiu uma história lotada de situações irreais. Nós perdemos nossos pais ou amigos. Mudamos de cidade. Terminamos relacionamentos. Planejamos casamentos. Sofremos acidentes. Mas espera? Tudo isso é bem real. Pois é. Então chegamos ao ponto da conclusão e nos damos conta de que as irrealidades de um show da TV não são tão irreais assim e podem até não acontecer da mesma forma, mas estão acontecendo, todos os dias, seja aqui ou seja do outro lado do mundo em uma cidade que quase parece igual a nossa. Talvez até mesmo uma Tree Hill.

É a história mais antiga do mundo. Um dia, você tem 17 anos e está planejando o futuro. E então, sem você perceber, o futuro é hoje. E então, o futuro foi ontem. E assim é a sua vida. Passamos tanto tempo querendo, desejando, buscando. Mas sabe? Ambição é bom. Perseguir as coisas com integridade é bom. Sonhar. Se você tivesse um amigo que nunca mais fosse ver. O que você diria? Se pudesse fazer uma última coisa pra alguém que você ama. O que seria? Diga. Faça. Não espere. Nada dura pra sempre. Faça um pedido e guarde no seu coração. Qualquer coisa que você quiser, tudo o que você quiser. Fez? Ótimo. Agora acredite que pode se tornar realidade. Você nunca sabe de onde virá o próximo milagre. A próxima memória. O próximo sorriso, o próximo desejo que se tornará realidade. Mas se acreditar que está logo adiante e abrir seu coração e mente para a possibilidade, para a certeza, pode ser que consiga o que queira. O mundo está cheio de mágica. É só acreditar nela… Então, faça um pedido. Fez? Ótimo. Agora acredite nele. Com todo o seu coração.

P.S Vale sempre maratonar!

Mais uma da série | Três é Demais

Um é pouco, dois é bom, mas três é demais. Não, esse não é um texto sobre Three’s Company, poderia ser, mas não é. Vamos pular 10 casas.

Mais uma da série: programas que você adora assistir dublado (e no SBT). O clima nostálgico tomou conta da internet essa semana, quando a Netflix (♥), anunciou 13 novos episódios da série Full House ou como é conhecida aqui pelas terras tupiniquins, Três é Demais, para o próximo ano.

Com humor leve, daquele jeito que agrada toda a família, e personagens tipicamente comuns e naturais, a série, criada por Jeff Franklin, foi ao ar pela primeira vez em 1987 e rapidamente conquistou o público, alcançando uma legião de fãs, que pareceu aceitar muito bem a notícia de que os Tanner’s, ou pelo menos parte deles, podem voltar à cena muito em breve.

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No centro da história, um pai se vê viúvo e com três filhas para criar. Who you gonna call? Seus melhores amigos, é claro. Mas… Quem nunca? Danny Tanner, interpretado por Bob Saget, é o viúvo da vez. Após a morte de sua esposa Pam, Danny pede a ajuda de seu melhor amigo Joey (Dave Coulier) e de seu cunhado Jesse (John Stamos) para dar conta do recado de criar as três filhas: a adolescente Donna Jo (Candace Cameron), ou simplesmente DJ, a do meio “metida a engraçadinha” Stephanie (Jodie Sweetin) e a caçula “inteligente demais para a idade” Michelle (Mary-Kate e Ashley Olsen).

O show ainda conta com a presença da “excêntrica” melhor amiga de DJ, Kimmy Gibbler, interpretada por Andrea Barber, e a cunhada de Danny, Becky, interpretada por Lori Loughlin. No estilo Três Solteirões e um Bebê, Danny, Joey e tio Jesse, assumem a responsabilidade de cuidar das três garotas, construindo em cena algo diferente do que estávamos acostumados a assistir.

Deixando de lado o senso comum e instituindo uma nova estrutura familiar, Três é Demais, possibilitou ao telespectador um ponto de vista diferente sobre o conceito família e reforçou elementos fundamentais que rodeiam o tema, como o amor, a compreensão, a amizade e a lealdade. Ao abordar o cotidiano familiar de maneira simples e livre de preconceitos, acompanhamos durante 8 temporadas, a evolução dos personagens e como o aprendizado, episódio após episódio, interferiu em suas personalidades e relacionamentos.

Apesar de parecer uma tarefa fácil para o nosso elenco masculino, criar três meninas, gerou ao longo da série, histórias atípicas e muito bem humoradas. As mudanças pelas quais os personagens passam ao longo das temporadas são nítidas, e vão muito além do guarda-roupa, dos cortes de cabelo noventistas e a aparência, como é o caso de DJ, que apesar dos dramas teens, vimos amadurecer muito ao longo dos anos, tornando-se mais responsável a cada temporada.

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Kimmy, que apesar do visual caricato e das muitas pérolas ditas ao longa da série, sempre demonstrou-se uma boa amiga e leal à DJ. Stephanie, que mesmo sentindo-se insegura às vezes, conseguiu encontrar em si mesma suas qualidades e excepcionalidades. E quem não lembra da icônica Michelle, interpretada pelas gêmeas Olsen, e suas inúmeras frases de efeito? Se não lembra pode apostar que “You’re in a big trouble, mister!”. Sempre ao redor de suas irmãs e sendo mimada pelo tio Jesse, a personagem não só arrancou boas risadas ao longo do show, mas conquistou o carisma do público tornando-se notória mesmo após o fim da série.

Para controlar a bagunça contamos com Danny, sendo o pai zeloso, cri cri, maníaco por limpeza e compreensivo, Joey exercendo, na maioria das vezes, o papel nonsense da série, Jesse, que apesar do arquétipo sedutor, prova ao longo do show que é capaz de ser responsável e dedicado, e Becky, que mostra-se uma constante na história, representando muitas vezes a figura materna ausente no show.

Embora a narrativa muitas vezes pareça impossível aos nossos olhos e as situações cotidianas possam beirar a irrealidade, os personagens, e as semelhanças que dividem com o telespectador, tornam a história mais próxima de quem a assiste. Sem a ilusão de receber críticas elaboradas e diversas indicações a prêmios e etc. e tal, Três é Demais cumpre com o seu propósito de entreter e passar uma mensagem positiva.

Após 20 anos, desde seu término em 1995, a série continua despertando nostalgia e boas lembranças em uma geração que cresceu acompanhado histórias nem sempre tão inteligentes, mas que conseguiam ser leves e divertidas. Vale ver e rever sempre. P.S Aconselhamos que faça isso antes do próximo ano.

Para conferir mais sobre a sequência de Três é Demais clique aqui.