O Rei Leão | Escalados os atores que irão interpretar Timão e Pumba

Hoje está sendo um ótimo dia para os fãs de O Rei Leão. Depois de anunciar a data de lançamento da versão live-action do filme, a Disney resolveu divulgar os nomes dos atores que viverão a dupla Timão e Pumba!

Seth Rogen (de “A Entrevista”) dará voz a Pumba e Billy Eichner (de “Vizinhos 2”) será Timão. Além dos dois amigos já sabemos da escalação de James Earl Jones como Mufasa – como ele fez no filme original – e Donald Glover como Simba.

 

Sequência de Frozen: Uma Aventura Congelante ganha data de estreia

2019 ainda está longe, mas mal podemos esperar para que chegue! Depois de O Rei Leão ganhar uma data de estreia, chegou a vez de Frozen: Uma Aventura Congelante 2 ter uma data marcada no calendário. A informação foi cortesia do responsável pela voz de Olaf, o ator Josh Gad.

Gad provavelmente já ganhou um lugar em seu coração ao interpretar o divertido boneco de neve e ele estará de volta na sequência ao lado de Elsa, Anna, Kristoff e Sven. Junto com Gad estão Kristen Bell (Anna), Idina Menzel (Elsa), Jonathan Groff (Kristoff), Santino Fontana (Hans), Alan Tudyk (Duke), Ciaran Hinds (Pabbie/Grandpa), Chris Williams (Oaken), Stephen J. Anderson (Kai), Maia Wilson (Bulda), Edie McClurg (Gerda), Robert Pine (Bispo), Maurice LaMarche (Rei), Livvy Stubenrauch (Anna mais nova), e Eva Bella (Elsa mais nova).  A data a ser guardada é o dia 27 de novembro de 2019.

Filme versão live-action de O Rei Leão ganha data de estreia

Jon Favreau (o diretor de “Mogli: O Menino Lobo“) acaba de elevar nosso nível de ansiedade e paciência o mais alto possível. A boa notícia é que a o próximo live-action da Disney realmente será O Rei Leão e já inclusive ganhou data de estreia. A má notícia é que teremos de esperar mais de dois anos para enfim ver nossa infância recriada nas telas dos cinemas.

Infelizmente teremos de aguardar o dia 19 de julho de 2019 para ver Simba e sua turma fora dos desenhos. A Disney já tem outras grandes produções encaminhadas para ganhar sua versão live-action, como Aladdin, Dumbo e Mulan – embora a mais aguardada seja realmente O Rei Leão. Após o sucesso de Mogli: O Menino Lobo esperamos que a versão de Mufasa, Timão e Pumba seja minimamente no mesmo nível, até melhor!

Então que venha 2019!

 

Primeiras Impressões | Deuses Americanos pode não agradar a todos os públicos

Deuses Americanos é sem sombra de dúvida um dos melhores livros sobre mitologia já escrito, como foi falado em nossa resenha no Ler é Bom, Vai ! A trama possui momentos perturbadores e bizarros descritos à perfeição por Neil Gaiman. Logo que foi divulgado que a história seria adaptada em uma série de TV, os fãs ficaram ao mesmo tempo felizes e receosos por algo que não atingisse as mesmas expectativas da leitura, principalmente por conta dos tais momentos singulares. Uma coisa podemos garantir: quanto a isso vocês não irão se decepcionar!

Assistimos os quatro primeiros episódios da série e as opiniões entre a equipe não poderiam ser as mais diversas. Quem leu o livro (quem vos escreve) gostou e se surpreendeu com a veracidade das cenas e detalhes descritos nas cenas. Por outro lado, quem não leu achou confuso e até mesmo monótono em alguns momentos onde o absurdo predomina. Logo nos primeiros 30 minutos temos a clássica cena onde a deusa Bilquis – a Rainha de Sabá na Bíblia -, ingere homens através de sua vagina para sua adoração, e os diretores não economizaram em detalhes. Essas e outras situações são muito bem retratadas e satisfazem o leitor fã da obra original de Gaiman.

O personagem de Shadow (Ricky Whitle) ainda não me conquistou, assim como sua inspiração demorou alguns capítulos para cair nas graças do público. Shadow é um homem complexo e mesmo após chegarmos ao final temos dúvida de suas origens e personalidades. Whitle parece perdido diante de tanto conteúdo e personagens igualmente complicados, porém que marcam presença – como o caso de Ian McShane no papel de Wednesday. Shane interpreta exatamente aquilo que imaginei para Wednesday, com suas piadas irônicas, sarcasmo e principalmente carisma de sobra. O jeito mafioso do ator encaixou perfeitamente no lado mulherengo e sombrio do Deus, mascarando a personalidade apática de Shadow.

Assim como no livro, não podemos reclamar do detalhamento e dos efeitos pra produção de Deuses Americanos, que utiliza de todos os recursos possíveis para trazer o espectador para dentro das cenas. Seja chuva de sangue ou um passeio psicodélico pela tecnologia, a qualidade da exibição está ao nível do roteiro original – excelente. É a fórmula perfeita para algo de sucesso, mas que talvez não seja atrativa para quem chegou agora. A história parece partir do princípio que você já leu o livro e está apenas vendo seu conteúdo exposto nas telas, não se esforçando para explicar melhor todo o rebuliço que está acontecendo. Ainda não sabemos o que vem por aí, mas a existência do episódio 4 já parece ser uma espécie de “localizador” para quem ainda não conhece a história de Laura (Emily Browning) e pode ter perdido o fio quando tudo foi revelado.

Independente do resultado, não há como negar que as expectativas para Deuses Americanos são as mais altas possíveis e vai depender de cada um serem positivas ou negativas. A série tem fotografia e feitos visuais incríveis e um elenco tão enigmático quanto os personagens que representam. Nos resta esperar para ver o rumo que a trama irá tomar a partir do episódio 4 e torcer para que o trabalho de Gaiman seja honrado com a qualidade que merece. Tudo agora está na mão da emissora responsável pelo programa, a Starz.

Animais Fantásticos 2 | Callum Turner viverá o irmão de Newt, Theseus Scamander

Mais de um ano nos separa da sequência de Animais Fantásticos e Onde Habitam, programada para estrear no dia 16 de novembro de 2018. Apesar do tempo, a Warner Bros. resolveu aumentar ainda mais nossa ansiedade e já começou a divulgar os novos rostos que estarão presentes no próximo filme – como o de Jude Law, que viverá o jovem Alvo Dumbledore .

Depois de Law foi a vez de Theseus Scamander ganhar um rosto e será o de Callum Turner (de “Victor Frankenstein”, filme com Daniel Radcliffe no elenco – sentiram as referências?). Theseus foi mencionado rapidamente durante o primeiro filme e de acordo com o Pottermore já estará presente no próximo. Ele é considerado um herói famoso do mundo mágico e sua reputação perante a Confederação Internacional dos Bruxos vai contra a de seu irmão atrapalhado e querido por nós, Newt.

                                                Lembra ou não lembra Eddie Redmayne? 

O próprio diretor David Yates fez questão de mencionar a existência de Theseus em uma entrevista, o que aumentou ainda mais sua importância (ou não) para a história. Quando perguntado se a história voltaria a focar em Newt, Yates respondeu:

“A história gira entorno de Newt. E ele também tem um irmão.”

Só nos resta esperar o fim do ano que vem para ver o que mais J.K. Rowling tem nas mãos.

Ler é Bom, Vai | Cormoran Strike, os misteriosos e desconhecidos romances policiais de J.K. Rowling

Não, você leu não errado e nem a pessoa que vos escreve está ficando maluca. A aclamada autora da saga Harry Potter, J.K. Rowling, escreveu três romances policiais nos últimos anos – sob o pseudônimo de Robert Galbraith – e eles são excelentes! Por que Rowling optou pelo nome falso? Simples, ela não queria que as pessoas lessem suas histórias apenas por ela ser quem é, mas sim pelas palavras e pelo conteúdo presente em suas novas produções. Até agora foram três livros publicados, mas Rowling já afirmou que o quarto está em produção. O sucesso foi tanto que a HBO, em parceria com a BBC One, adquiriu os direitos de produção e Cormoran Strike se transformou em The Strike Series, futura série de televisão britânica com 7 episódios.

O primeiro livro recebeu o nome de O Chamado do Cuco e é o primeiro caso de Cormoran a que temos acesso. Após perder a perna e ser considerado um herói de guerra, Strike adentra no mundo de detetives particulares e é contratado para investigar a morte de uma super modelo, Lula Landry, considerada suicídio pela polícia, mas não por seu irmão. Enquanto isso, uma empresa de  funcionários temporários lhe envia semanalmente uma secretária, e por não poder arcar com as despesas, ele acaba as dispensando. É então que chega Robin Ellacot – bela, objetiva e inteligente -, que desperta no detetive um ânimo que ele há muito não encontrava. No fim da semana, ele acaba indo contra seus princípios e contratando-a. É o começo de uma maravilhosa parceria que irá nos fazer suspirar e gargalhar pelas páginas, além de nos deixar em dúvida sobre torcer ou não para um suposto casal.

Tenho de confessar que esse é o meu menos favorito dos três, pois a medida que Galbraith nos apresenta as características de Cormoran, acaba fornecendo detalhes demais e o livro se torna maçante. O detetive é muito complicado na vida e em seus relacionamentos, e no começo da história, não há nada de muito interessante que nos obrigue a prestar atenção. Não demora muito, porém, para a história engrenar e as teorias começarem a surgir na cabeça. Enquanto os primeiros capítulos passam lentamente, do meio para o fim não podemos piscar e a trama já se mostra dinâmica, inteligente e muito bem escrita. Com um desfecho surpreendentemente sensacional, o autor encerra seu primeiro caso e abre o caminho para uma ótima série de livros policiais.

“O que realmente nos faz falta, se formos honestos o suficiente para admitir, são as travessuras divertidas dessa garota de boa vida e fina como papel, de cuja existência de quadrinhos marcada por abuso de drogas, vida tumultuada, roupas elegantes e namorado perigoso e errante, não podemos mais desfrutar.”
Em O Bicho da Seda a história já engrena mais cedo, visto que não temos toda a introdução ao personagem de Cormoran. Neste caso, assim como no anterior, temos um parente da vítima (a esposa Leonora) acreditando que algo diferente aconteceu. O escritor Owen Quine desapareceu repentinamente, e por mais que a senhora tivesse todas as razões para acreditar que era outro dos típicos sumiços do marido – feito para que alguém sentisse sua falta e envaidecesse seu ego – ela contrata Strike para encontrá-lo. Tratando-se de J.K. Rowling, não poderia ser um simples caso de desaparecimento, e não demora muito para descobrirmos o porque. Assim como o detetive, nos deparamos com uma rede de corrupção e falsidade exposta no último livro de Owen, resultando em uma série de pessoas que desejariam silenciá-lo.

Leonora não tarda para ter suas respostas e seu marido logo é encontrado brutalmente assassinado, o que só instigou Cormoran a descobrir o motivo de um crime tão macabro. Para nossa felicidade – ou não – o lado detalhado de Galbraith retorna nesse momento e cada parte do corpo do escritor é descrita, incrementando ainda mais o horror na morte de Owen. Robin e Strike se desdobram para investigar a complexa vida do morto e tudo aquilo que o rodeia, e Galbraith consegue sem esforços, nos trazer para dentro do processo. O relacionamento entre os dois já está mais desenvolvido e uma chama de torcida para um suposto casal florece no leitor. Pistas e informações vão surgindo, assim como teorias e hipóteses em nossas cabeças.  Quando tudo parece estar claro, percebemos que não estamos nem perto do veredicto. Se você achou o final de O Chamado do Cuco surpreendente, prepare-se para O Bicho-da-Seda. Apesar de ser um novo caso sem a menor relação com o anterior, ler o primeiro é estritamente recomendável devido a união entre os dois protagonistas, que vai se desenvolvendo com o decorrer das histórias.

“Owen Quine pensava que as mulheres não tinham lugar na literatura: ele, Strike, também tinha um preconceito secreto – mas que alternativa tinha agora, com o joelho gritando por misericórdia e nenhum carro com direção automática para alugar?”

Finalmente chegamos ao último livro da série publicado até agora, e também o meu favorito, sendo aquele que li mais rápido entre os três. Se você chegou até aqui é porque se encantou pelas palavras de Galbraith e por seus dois protagonistas, e felizmente (ou não) nesse livro a torcida por Robin e Cormoran fica mais forte do que nunca. Apesar de ambos estarem em um relacionamento sério, ela tem o “poder” de fazer Strike se abrir e olhar para dentro de si, revelando o melhor lado do investigador e impedindo que ele consiga viver sem ela. Ele por outro lado é o alvo das brigas entre Robbie e Matthew, e a secretária prefere um inferno astral em casa a sair do escritório pequeno. A moça conquistou espaço não apenas no protagonismo da saga, mas também em nossos corações.

O macabro nos pega logo no início, quando a secretária recebe nada mais do que uma perna decepada pelo correio e desperta em Strike memórias de quatro possíveis pessoas que poderiam ter enviado-a. O que todos tem em comum? Simples, o fato de serem extremamente violentos, perigosos e odiarem o detetive. Diferente das outras histórias de Galbraith, onde a dupla apenas investigava os crimes, nessa eles são o alvo de tudo – principalmente Cormoran -, tendo que descobrir o mais rápido possível para salvar suas vidas. Pouco a pouco vão revendo casos antigos de Cormoran, investigando cada suspeito a fundo e desenredando uma rede de informações interligadas e mal resolvidas do passado.

Outra divergência nesse livro é o ponto de vista do vilão, entreposto entre os capítulos e aguçando ainda mais nosso desejo de descobrir quem é o responsável por pensamentos tão sombrios e pútridos. Os pensamentos do assassino são expostos desde o início da trama e o tempo todo nos vemos com vontade de invadir as páginas e alertar Robin do que está por vir. Vocação para o Mal é a prova de que mesmo após tantos trabalhos publicados – incluindo outros dois livros da série – Rowling ainda consegue nos surpreender e deixar-nos de queixo caído. Se você não havia se surpreendido com os dois primeiros desfechos, duvido que não o faça nesse, e se fizer….parabéns Cormoran!

“Ele pretendia infligir tanta dor em Cormoran Strike, uma dor sobre-humanamente possível. Iria muito além de uma facada nas costas no escuro. Não, o castigo de Strike seria mais lento e mais inusitado, assustador, tortuoso, e por fim devastador.”

Crítica | Paixão Obsessiva não sustenta o clima tenso que prometeu

Assistir o trailer de um filme pode muitas vezes prejudicar a obra como um todo após o seu lançamento. Seja por revelar de mais ou por oferecer uma imagem irreal, aqueles singelos dois minutos conseguem se sobrepor aos restantes em alguns casos – como aconteceu em Paixão Obsessiva. O longa estreia em uma época onde o público feminino está em alta, liderando séries e filmes e assumindo papéis de destaque no mercado, e promete um enredo centralizado no medo, na tensão e no suspense entre duas mulheres. A pretensão existiu, mas provavelmente ficou apenas no papel.

Katherine Heigl (de Grey’s Anatomy) assume o papel da vilã Tessa, e é um dos poucos pontos positivos do filme com uma atuação excelente. A ex-esposa de David (Geoff Stults) embora não demonstre a paixão presente no título – por culpa dos produtores -, transmite o lado psicopata e possessivo necessário. Do outro lado temos Julia (Rosario Dawson de Demolidor), que apesar de não precisar de grandes atuações como Heigl, satisfaz a figura romântica em busca de uma nova aventura ao lado do homem que ama. David por sua vez está mais perdido do que o espectador e se torna até dispensável, visto que não se comporta da maneira esperada em situações como as presentes na história. A fraqueza de Paixão Obsessiva não está no elenco, pois seus intérpretes não têm a oportunidade de exercer tudo aquilo que são capazes com um enredo tão fraco.

A vida de Julia vira de cabeça para baixo quando ela se muda para uma pequena cidade na costa oeste para morar com o futuro marido. Como em todo casamento, a família vem de brinde e em alguns casos isso pode ser pior do que parece. Enquanto Julia tenta esquecer o passado traumático de seu ex-namorado violento e abusivo, Tessa não consegue parar de pensar nos tempos em que era feliz com David. Além dela, a jovem Lily – filha do casal – passa a conviver diariamente com Julia, o que perturba ainda mais a cabeça da mãe da criança. Tendo seu “reino” ameaçado, a loira usa tudo em seu poder para destruir a imagem da rival para o ex-marido, mesmo que tenha que revirar o lado mais obscuro da internet e usar ações inescrupulosas contra Julia.

Paixão Obsessiva tinha todos os elementos necessários para fazer um ótimo thriller com tanto sucesso quanto produções semelhantes anteriores, como A Garota no Trem e Garota Exemplar. A obviedade é algo presente desde o início, mas sempre há a esperança de que algo realmente surpreendente está por vir – e não vem. O filme lida com assuntos realmente complexos, polêmicos e atuais e nem ao menos da-se ao trabalho de abordar mais ampla e detalhadamente cada um, apenas joga na tela e deixa para o espectador aceitar como foi apresentado. Os fatos acontecem muito rápido e não há um ritmo característico no decorrer trama, apenas cenas repetitivas com diferentes cenários e trilha sonora – que também não ajuda.

 Nem mesmo a atuação dos personagens consegue salvar a história, afinal estão seguindo um roteiro. Diálogos e brigas dignos de novelas mexicanas, onde um atiçador nem ao menos encosta na cabeça do homem e ele já cai no chão ensanguentado -, permeiam pelos longos 100 minutos de duração do filme e quando achamos que não poderia piorar, chega o final. Da mesma maneira rápida que a obra começa, como um passe de mágica tudo se resolve e se transforma em um conto de fadas. Por fim, a quase participação especial de Cheryl Ladd nos momentos finais apenas agrega a outros momentos dispensáveis em Paixão Obsessiva. Os créditos surgem e temos a sensação de perder 100 minutos de nossa vida.

Ler é Bom, Vai | O colorido e magnífico universo de WondLa

Muitas são as vezes em que um livro nos engana pela capa. Cores brilhantes e chamativas, desenhos bem trabalhados ou paisagens enigmáticas são alguns dos exemplos mais conhecidos, mas graças à tecnologia e a criatividade de seus autores, são inúmeras as opções. Quando recebi em casa o exemplar de A Batalha por WondLa, do autor e ilustrador Tony DiTerlizzi (de “As Crônicas de Spiderwick”) e publicado pela Editora Intrínseca, descobri ser o último de uma trilogia iniciada em 2012. As ilustrações das capas, os desenhos estampadas nas páginas e os comentários de Rick Riordan na frente dos três livros aguçaram minha curiosidade e quando percebi já estava com os dois precursores nas mãos.

DiTerlizzi criou um mundo mágico recheado de fantasia, cores e personagens maravilhosos, além de desenvolver um enredo entrelaçado durante os três livros, que irá captar a atenção do leitor até o fim. As três edições foram elaboradas com primor, compostas por páginas grossas e intercaladas com as ilustrações do autor, sempre muito bem feitas e relevantes em um universo tão abstrato. Os seres que habitam o planeta Orbona são desconhecidos, apesar de bem detalhados, tornando fundamentais as “fotos” idealizadas por Tony.

Nomeado Em Busca de WondLa, o primeiro livro narra a jornada de Eva Nove, uma menina de 12 anos que vive com sua mãe, a robô Mater, em uma espécie de bunker completamente automatizado no subsolo. A menina foi criada no Santuário e nunca viu o mundo exterior, nunca conheceu ninguém além da robô e nunca comeu ou bebeu nada que não fossem comprimidos, purificadores de água ou NutriBarras. Eva sonha em conhecer a superfície e encontrar outros de sua espécie – humanos -, mas de acordo com Mater e seu Onipod, ela precisa estar preparada. A menina passa pelas mais variadas simulações holográficas, representando situações de risco que poderiam vir a ocorrer, inclusive perigos fatais.

Logo ficamos sabendo de onde vem a palavra que dá nome ao título. Durante uma de suas muitas explorações pelo Santuário, Eva encontrou um pequeno azulejo com a imagem de uma menina de mãos dadas com um homem e um robô exalando felicidade, e decidiu que era aquilo que queria para sua própria vida. Por mais que estivesse quebrado, ainda foi possível distinguir as letras W-O-N-D-L-A, e desde então, Eva passou a procurar o seu WondLa. A segurança da criança é dissolvida quando uma gigante criatura invade o Santuário e destrói tudo, restando a Matter enviar a menina para a superfície. DiTerlizzi descreve minuciosamente cada segundo e transparece a angústia das duas ao ver sua vida virar um caos, e antes que percebamos estamos torcendo para que tudo dê certo.

Você deve estar se perguntando quem é a criatura à esquerda na foto e ele é simplesmente o segundo melhor personagem da história – você já vai conhecer o primeiro. Eva descobre um mundo completamente diferente daquilo que Mater lhe ensinou, começando pelo nome: a Terra agora se chama Orbona, e é habitada pelos mais diversos e curiosos alienígenas. Entre eles está Andrílio Kitt (o azul da foto), um cæruleano simpático e gentil que se transforma no melhor amigo de Eva, servindo de conselheiro e protetor quando ela mais precisa. É graças a Andri que a menina consegue desvendar os mistérios do planeta e seguir sua busca por outros humanos, mesmo que acabe encontrando os piores problemas de sua vida. No final do primeiro livro conhecemos Hayley, o primeiro garoto que Eva conhece na vida e que está disposto a levá-la para seu grande sonho.

O primeiro melhor personagem é, em minha opinião, o gigante urso-d’água Otto. Extremamente fiel a criança, ele acompanha a trupe em busca dos humanos de Nova Ática – uma cidade habitada por pessoas que assim como Eva, nunca viram o mundo. O que parecia um sonho, logo se torna no pior pesadelo possível e os habitantes da cidade – principalmente o líder Cadmus – revelam-se piores do que o desconhecido do lado de fora.Aqui Tony nos introduz uma Eva mais madura após a perda da mãe, e já não é mais a garota mimada do primeiro livro. Mais uma vez, graças as ilustrações do autor, acompanhamos “de perto” a transformação física da menina e de tudo a sua volta, descrito no vocabulário criado por Tony dentro desse universo tão complexo e encantador. Logo nos transportamos para Orbona e viajamos na imaginação.

Fala sério, quem não gostaria de levar o Otto para casa?

Em 2017 finalmente a trilogia chegou ao fim com o livro A Batalha de WondLa e quem diria, deixou aquela sensação de vazio quando a história acabou. Tony nos prende tanto a sua trama que três “livros infantis” foram devorados em menos de uma semana, e ver um desfecho se aproximando é desanimador. Ver o quanto Eva cresceu nos enche de orgulho e aprendizado, pois assim como ela, não conhecemos todo o mundo que vivemos. Amizade, confiança, amor e lealdade são alguns dos princípios muito valorizados do início ao fim, e quando algum deles é quebrado, temos vontade de entrar nas páginas e ajudar a menina a resolver. Não se desespere se parecer que as páginas estão passando e os perigos aparentam estar longe de uma solução, pois não é agora que DiTerlizzi nos decepciona. 

A tão sonhada família de Eva brota diante de seus olhos a medida que ganha novos amigos. Não é porque é composta de humanos e alienígenas que não pode representar uma família, certo? Diante da possibilidade de perder tudo e todos que mais ama, a menina se vê no meio de uma guerra de traições, egoísmo, egocentrismo e covardia, e tem de apelar para o âmago de sua personalidade para não desmoronar. Assim como toda fábula, a história de Tony tem um fim e a forma como ele chega e é exposto ao leitor não poderia ser diferente de esplêndida. Um belo desfecho para uma história tão bonita e criativa, certamente algo muito divergente do que esperava quando abri a primeira página do primeiro exemplar.

Primeiras Impressões | De forma divertida e agitada, Girlboss nos ensina a nunca desistir dos sonhos

Você provavelmente nunca ouviu falar de uma marca norte-americana chamada Nasty Gal, e muito menos de sua criadora / CEO, Sophia Amoruso, mas se você é um fã das séries da Netflix – o que certamente você é -, esses dois nomes vão se tornar populares no seu vocabulário muito em breve.

O serviço de streaming vai lançar no dia 21 de abril a série Girlboss, baseada na trajetória de Sophia desde seus piores dias, até se tornar uma das únicas milionárias norte-americanas que conseguiu sua fortuna sozinha. Aos 22 anos, ela resolveu vender roupas antigas no eBay para conseguir dinheiro, depois de ser demitida de seu emprego e não conseguir arrumar nada que rendesse um salário decente. Trabalhando de recepcionista em uma universidade, Sophia se surpreendeu com o poder da internet após vender uma jaqueta vintage por mais de 600 dólares, tendo comprado-a por 9 em um brechó.

Assistimos os quatro primeiros episódios da série e o que podemos dizer é: se continuar com o ritmo agitado e engraçado presentes a partir do segundo episódio (o primeiro é introdutório, então pode não parecer interessante), o show tem tudo nas mãos para atingir grande sucesso. Britt Robertson consegue deixar para trás a personagem monótona de Under the Dome, e oferece jovialidade e carisma a protagonista Sophia. Robertson apresenta todas as características que uma “adolescente-adulta” em sua situação teria e é a responsável por boa parte da atenção do espectador nos episódios. O elenco ainda apresenta outro ator de Under the Dome, o veterano Dean Norris, no papel do pai de Sophia, Jay.

Juntando-se a Norris e Robertson, temos Ellie ReedAlphonso McAuley e Johnny Simmons, além de outros atores que participam de um arco pequeno de episódios. Ainda não sabemos como a série irá seguir, mas aparenta ser bem divertida. Com episódios de em média 26 minutos, quando começamos a gostar da história ela acaba e o próximo já vem em seguida. Definitivamente algo gostoso e fácil de se ver!

Crítica | Despedida em Grande Estilo honra o nome e é um ótimo filme, com excelente elenco

Despedida em Grande Estilo parece ser o típico filme bobo norte-americano, onde um grupo de amigos passando por problemas financeiros resolve assaltar um banco. Não se anime, pois é exatamente isso que forma a base do enredo da produção, com a singela diferença de um elenco não formado por adolescentes ou péssimos comediantes. Os amigos em questão são Willie Davies, Joe Harding e Al Gardner – ou como todos nós conhecemos, Morgan Freeman (de “Invictus” e “Batman: O Cavaleiro das Trevas” ), Michael Caine (de “A Origem” e “Kingsman: Serviço Secreto”) e Alan Arkin (de “Pequena Miss Sunshine” e Argo ” ). 

Zach Braff (de “Scrubs”) é o responsável pela direção, então não podíamos esperar algo diferente de muito engraçado, mas que só é possível devido aos três protagonistas. Com anos de cinema na bagagem, os atores sabem exatamente o que falar para fazer seu público rir, não dependendo de piadas bobas, imaturas e triviais. Até mesmo em momentos de descontração no elenco, o trio esbanja tranquilidade e demonstra estar completamente à vontade na cena, contagiando a quem está assistindo e tornando a produção muito divertida de se assistir.

O filme narra a história dos três idosos nova iorquinos, cuja situação financeira está bem semelhante a dos idosos de nosso país. Cercados da dívida e sem a menor previsão de uma solução futura, os três amigos buscam uma saída para viver seus últimos anos de uma maneira decente. Após presenciar um assalto a banco, Joe enxerga no acontecimento uma inspiração, e junto com Willie e Al, decide se vingar da empresa que “roubou” sua pensão – e do próprio banco que corroborou com o desvio do dinheiro.

Despedida em Grande Estilo segue a fórmula sob a qual foi baseado, sem grandes surpresas ou momentos marcantes, mas também falhas e situações monótonas. Braff soube muito bem encaixar uma mensagem importante, em uma comédia bem escrita e elaborada e guiada por três grandes nomes do cinema mundial. Em uma época onde apenas produções megalomaníacas fazem sucesso com seus efeitos visuais bilionários, temos a prova de quando o elenco é bom, não é preciso muito. É com certeza uma daquelas opções para ver com a família e amigos, sendo recomendado para todas as idades.

 

Sense8 | Netflix divulga trailer da segunda temporada

Após a divulgação de novas imagens da segunda temporada de Sense8 – com direito a beijo gay na parada de São Paulo – foi a vez da Netflix aumentar ainda mais nossa ansiedade através de um trailer.

Com estreia marcada para o dia 05 de maio, a série irá continuar de onde parou a primeira temporada, com Capheus, Kala, Lito, Nomi, Riley, Sun, Will e Wolfgang se juntando fisicamente e mentalmente, mergulhados no meio das tragédias e triunfos do outro. Ainda fugindo de Whispers, e forçados a questionar sua própria identidade, os sensates só querem encontrar uma maneira de sobreviver e para isso, precisam proteger uns aos outros.

Desventuras em Série é renovada para terceira temporada

Não, você não leu errado e nós também não escrevemos o número errado. Antes mesmo do lançamento da segunda temporada, Desventuras em Série já foi renovada para uma terceira!

De acordo com o TVLine, menos de um mês após o anúncio de uma segunda temporada, o canal renovou – discretamente – a comédia para um terceiro ano. Lemony Snicket com certeza não ficará feliz com essa informação.

Com a renovação, podemos ter certeza de que realmente veremos o final dos livros contado nas telas! Vale lembrar que Desventuras em Série estreou em janeiro desse ano e conta com Neil Patrick Harris no papel do Conde Olaf !

Crítica | 13 Reasons Why é uma das melhores adaptações já feitas pela Netflix

Muito se esperou desde o lançamento do livro Os 13 Porquês de Jay Asher – em 2007 -, até o dia em que a história seria adaptada para uma série na Netflix. O fatídico dia chegou na última sexta-feira (31/03) e desde então, a internet não sabe falar de outra coisa. Caso você seja daqueles – como eu – que sempre prefere ler antes de ver nas telas, já fiz uma matéria falando sobre o livro aqui .

Apenas lendo a sinopse pode-se perceber que 13 Reasons Why não é mais um seriado adolescente que se passa em uma escola norte-americana. Não, é algo muito mais denso e sério do que isso. O assunto principal é o suicídio de uma jovem adolescente, que após ser alvo de boatos, fofocas e outras maneiras de bullying, resolveu acabar com a própria vida dentro de uma banheira. Hannah Baker (Katherine Lengford) não era diferente de muitos que circulam em nosso ciclo escolar – ou na faculdade, trabalho, etc… -, e o que aconteceu com ela, acontece com diversos jovens em todo o mundo. É por isso que a trama de Jay Asher é tão maravilhosa, pois ao mesmo tempo que nos entretem, nos abre os olhos para coisas que até então não percebíamos.

A trama se passa em uma pequena cidade norte-americana, onde praticamente todos se conhecem – principalmente os adolescentes. Como não podia faltar, temos uma escola (Liberty High) tradicional dos filmes de Hollywood, com aqueles armários que sempre sonhamos, refeitórios com grandes mesas e um ginásio. Como também não podia faltar, essa escola apresenta sua hierarquia entre os alunos, desde os ‘valentões’ ricos jogadores de basquete, até os nerds silenciosos que passam no corredor sem ser notados. Um desses nerds é Clay Jensen (Dylan Minnette), que apesar de sua posição baixa na “cadeia alimentar”, tem um bom relacionamento com boa parte de seus colegas. Clay segue a rotina de um garoto normal de 17 anos: acorda, vai para a escola de bicicleta, volta para casa,  faz seus deveres de casa e vai dormir. O ritual de Clay acaba quando ele recebe 13 fitas em uma caixa de sapato.

 Há quem vá dizer que a série deve ter uma segunda temporada, pois alguns pontos ficaram em aberto. Sinceramente, espero que não tenha. 13 Reasons Why não é o tipo clássico de série com diversas temporadas e história a serem contadas. O programa tem uma mensagem a ser passada e cumpriu seu objetivo. Muitas mudanças foram adicionadas a trama original, visando provavelmente adicionar mais emoção e intensidade a determinados momentos. No livro temos apenas os pontos de vista de Clay e Hannah, deixando de fora cenas como os encontros entre os outros personagens das fitas ou os diálogos entre os pais da menina. Vale mencionar o excelente trabalho de Brian d’Arcy James e Kate Walsh como Sr e Sra Baker, expressando intensamente o sentimento de pais nesse tipo de situação.

A série mal estreou e uma campanha já surgiu na internet, intitulada Não Seja Um Porquê, com o objetivo de abrir nossos olhos para possíveis brincadeiras que façamos, sem perceber que estamos machucando alguém. Estamos rodeados de Justins (Brandon Flynn), Courtneys (Michele Selene Ang) e até mesmo Bryces (Justin Prentice), escondidos sob máscaras de boas pessoas e muitas vezes nunca revelados. Em treze episódios – cada um contando uma fita -, Hannah vai delatando cada um responsável por sua decisão, desde um motivo simples como esconder elogios, até um estupro. Sim, estupro e depressão são alguns dos assuntos abordados em 13 Reasons Why, e ainda há quem pense ser uma simples série adolescente?

Diferentemente do que acontece com os seriados com os quais estamos acostumados, não adianta torcer para o casal principal dar certo, pois Hannah está mesmo morta e temos de lidar com nossa desilusão. A história do livro acabou, então não sei se sou favorável a uma renovação para segunda temporada. A mensagem já foi passada, não há mais o que inventar. 13 Reasons Why é uma série intensa, triste e real, mostrando o quão humano um show pode ser. A produtora Selena Gomez está de parabéns por seu trabalho, tendo participado de uma das melhores produções já feitas pela Netflix. Mesmo que não seja sua temática preferida, dê uma chance de aprender mais um pouco sobre a vida. E principalmente: Não Seja Um Porquê.

Jojo Moyes confirma vinda ao Brasil em maio

É realmente uma ótima época para ser fã de autores de romance e morar no Brasil – mais especificamente no Rio de Janeiro e em São Paulo. Depois de Nicholas Sparks, chegou a vez de Jojo Moyes, a autora de Como Eu Era Antes De Você, confirmar sua vinda ao Brasil.

É isso mesmo, Jojo virá ao país em maio e fará dois eventos na Saraiva – um no Rio de Janeiro e outro em São Paulo -, restritos a (apenas) 200 fãs cada. Então não perca a chance de conhecer sua autora favorita!.

Ainda não foram revelados mais detalhes sobre a visita, apenas os dias em que acontecerão. Já pode marcar no calendário, Jojo passará pelo Rio no dia 08 de maio e por São Paulo no dia 09. A Editora Intrínseca prometeu que “mais detalhes sobre como participar dos eventos serão divulgados em breve! “