Crítica | Florence: Quem é Essa Mulher? é mais uma amostra do enorme talento de Meryl Streep

Podemos contar nos dedos os filmes ruins estrelados por Meryl Streep. Mesmo em produções com enredo raso, a atriz consegue trazer as atenções para si e exercer papéis maravilhoso e memoráveis. Em Florence: Quem é Essa Mulher? não foi diferente, e Meryl deu vida a uma personagem tão icônica e, ao mesmo tempo, desconhecida na história da música. Contando com a colaboração de seus colegas de elenco, ela liderou a história do início ao fim, trazendo o público para a época. Mesmo interpretando uma figura com poucos dotes musicais, podemos perceber em breves momentos, a bela voz que Streep tem. Não poderia haver melhor pessoa para interpretar uma personagem como Florence.

Florence Foster Jenkins foi uma cantora norte-americana dos anos 40, tendo ficado famosa por não acertar uma única nota nas músicas que cantava. Basicamente, era uma cantora que não sabia cantar. No filme, Florence (Meryl Streep) arrecadava fundos para manter a música ativa, através de pequenos espetáculos para alta sociedade, onde muitas vezes atuava como atriz. Seu grande desejo, contudo, era cantar e brilhar nos palcos como soprano. Por mais que não soubesse, sua influência e patrimônio faziam o público aplaudi-la de pé, além de encorajá-la a continuar.

Florence é casada com St. Clair Bayfield (Hugh Grant), um ator falido que vive um romance com outra mulher, mas que faz de tudo para ver sua esposa feliz (como comprar todos os jornais que falam mal de sua voz). Mesmo após tantos anos, Grant ainda interpreta o galã dos sonhos femininos, vivendo a vida do tradicional malandro aproveitador. St Clair é o responsável pelos momentos felizes da velha atriz, seja em peças de teatro ou encorajando seu sonho de cantar (mesmo que para isso, tenha de subornar críticos de músicas e repórteres). Apesar da bigamia, ele vive sua vida em função de Florence e do dinheiro que dela recebe, passando boa parte do tempo a seu lado, inclusive em seus momentos finais.

Outro grande destaque da obra é a atuação de Simon Helberg como o pianista Cosmé McMoon, oferecendo toda a diversão que já conhecemos em The Big Bang Theory, somada a responsabilidade de interpretar um personagem no cinema. McMoon permaneceu ao lado de Florence em todas as suas apresentações e, mesmo sendo contra sua intuição, a acompanhou desde o início de sua jornada, além de defendê-la perante as críticas negativas. Helberg parece ter nascido para o papel, visto que não exerce grandes esforços para divertir o público.

Florence: Quem é Essa Mulher ? nos lembra as clássicas comédias “hollywoodianas”, somadas a um pouco de música e a personagens marcantes. O filme não é muito longo, mas não se apressa em contar a história, tendo a duração necessária para marcar presença e sair antes que o público desanime. Além disso, o lado comédia não é exagerado a ponto de ser um tradicional besteirol americano, mas tem a dosagem certa para fazer-nos sorrir. Por fim, tanto a fotografia quanto os figurinos estão excepcionais, corroborando para a energia do enredo e levando o espectador para aquela época. Somos transportados pelos anos e é possível incorporar a animação.

Finalmente, por mais que não seja do mesmo estilo da maioria de seus concorrentes no Oscar, filmes densos e longos, Florence: Quem é Essa Mulher? marca presença. Com uma história radiante e divertida, a trama consegue ilustrar a vida de um ícone da música norte-americana, até então desconhecido para muitos. Contando com o talento magistral de Meryl Streep e Hugh Grant, e uma excelente atuação de Simon Helberg, o filme é enérgico e sutil, oferendo-nos doses de drama, comédia e até mesmo musicais. Definitivamente, está a altura de sua indicação.

Ler é Bom, Vai | Seis Anos Depois, o surpreendente romance de Harlan Coben

Um dos muitos pontos positivos do Skoob, é termos acesso a livros não presentes nas principais bancadas em livrarias. Em uma de minhas visitas ao site, me deparei com Seis Anos Depois de Harlan Coben e resolvi dar uma chance ao autor. Para minha surpresa, este definitivamente fará parte de minha estante daqui para frente.

Seis Anos Depois é daqueles livros que gostamos de graça logo nas primeiras páginas, por meio de palavras simples e apenas os detalhes suficientes para nos apresentar seus personagens. A história inicia como um típico romance, onde o homem abandonado procura reencontrar o amor de sua vida. Logo percebemos, porém, que a história é muito mais obscura e complicada do que parece, desenvolvendo um ótimo romance policial.

“Sentei-me no último banco da igreja e fiquei assistindo à única mulher que amaria na vida se casar com outro homem”

A trama gira em torno de Jake Fisher, um professor universitário preso ao passado e a Natalie Avery, uma jovem que conheceu em um retiro para artistas 6 anos antes. Jake é escritor e Natalie pintora, e juntos viveram o melhor verão de suas vidas. O mundo do professor desaba sobre seus pés, quando a jovem decide romper o namoro para se casar com um ex-namorado, por quem diz estar apaixonada. Para endossar sua tristeza, Natalie o convida para seu casamento e mesmo contra suas vontades, ele resolve aparecer e confirmar seu pesadelo. Antes de ir embora, ela o pede que prometa deixá-la em paz.

O livro começa a engrenar quando Jake vê o obituário do suposto marido de Natalie no jornal, e ao chegar no velório, descobre que a viúva era outra mulher. A partir daí, o clássico romance dá lugar a uma investigação frenética e descobertas que surpreendem não apenas ao professor. Uma simples história de verão se transforma em um caso policial, envolvendo um assassinato de 6 anos antes e matadores treinados para não deixar nada para trás. Jake decide quebrar sua promessa e vai atrás de Natalie, colocando sua vida em riscos inimagináveis.

“Acho que de vez em quando – em uma ou duas ocasiões na vida – nos sentimos fascinados por uma pessoa, de forma muito profunda, primordial e imediata, um encanto mais que magnético.”

A cada capítulo, uma informação diferente surge e nos pegamos tentando adivinhar o que irá acontecer em seguida. A maneira como Coben descreve os acontecimentos, nos traz para próximo do personagem, entendendo sua dor e nos angustiando com a maneira que tudo transcorre.

O livro apresenta uma narrativa límpida, fácil e prazeirosa de se ler, conquistando o leitor desde suas primeiras páginas. A história encontra seu desfecho nas últimas páginas, então por mais desesperador que possa parecer perceber que está acabando, calma! As informações se encaixam perfeitamente e tudo faz sentido de uma maneira surpreendente, não deixando nenhuma ponta solta.

Na Prateleira | Conheça Sidekick, um lindo curta metragem com Emily Bett, Josh Dallas e Tom Cavanagh

15 minutos.
15 minutos de duração.
Esse foi o tempo necessário para Sidekick deixar sua mensagem. Para quem não acompanha seus protagonistas nas redes sociais, a existência do curta pode ser novidade. Acreditem, ele foi lançado no fim do ano passado e apenas hoje tomei conhecimento de sua produção.

Jeff Cassidy, cinegrafista de The Flash, criou uma bela e curta história envolvendo a tentativa de um pai em contar para seu filho que está com câncer. Para isso, ele recorre as clássicas histórias de super-heróis, com direito a princesa, vilão e heróis com poderes e capas.

O diretor Jeff Cassidy veio até mim. Ele escreveu o roteiro. Era um belo roteiro sobre um homem lidando com sua própria mortalidade, e como lhe convém contar isso a seu jovem filho. Ele também tem de lidar com os problemas que enfrenta com sua esposa sobre sua morte iminente. Isso foi o que me atraiu para participar” – disse o ator Josh Dallas.

Dallas (o Príncipe Encantado de Once Upon a Time) interpreta o pai, e também o super-herói Capitão Strong; Emily Bett (a Felicity de Arrow) interpreta a mãe e a princesa a ser resgatada; Tom Cavanagh (o Harrison Wells de The Flash) interpreta o vilão Darkman, representando a doença; e Christian Michael Cooper (o jovem Mike, filho de Michael Scofield e Sara Tancredi em Prison Break) dá vida ao filho. Apesar da curta duração, Cassidy conseguiu desenvolver um enredo criativo, intenso e emocionante, além de ótima fotografia e efeitos.

O curta está disponível em inglês, no YouTube, e você pode conferi-lo abaixo:

As filmagens aconteceram em Vancouver, local de gravação de Arrow, The Flash e Once Upon a Time.

 

Crítica | Manchester à Beira-Mar aborda o lado mais bonito do drama

Fazer uma crítica sobre um dos “filmes do Oscar” é complicado. Falar bem significa seguir o óbvio, afinal estamos lidando com um dos indicados. Falar mal, por sua vez, é já aceitar a chuva de comentários negativos e críticos por estar indo contra a opinião da Academia. Felizmente, não há como se falar mal de Manchester À Beira Mar, filme de Kenneth Lonergan que está concorrendo a 6 categorias, incluindo melhor filme, direção e roteiro original.

Logo no começo parece estarmos lidando com mais um típico melodrama, monótono e com um roteiro fraco. O primeiro atributo é verídico, pois poucos são os momentos alegres dentre as longas 2 horas e 18 minutos. Não é pela tristeza, porém, que o filme gera impacto em seus espectadores, mas sim pela profundidade como aborda cada detalhe da história de seus personagens. Aos poucos nos vemos envolvidos no drama particular de cada um e ficamos angustiados com tamanho sofrimento.

Casey Affleck interpreta com maestria o protagonista Lee Chandler, um zelador infeliz com sua vida e que é obrigado a voltar para sua cidade natal após a morte de seu irmão. Além de ter de lidar com toda a burocracia do enterro, Lee acaba tendo que tomar conta de seu sobrinho Patrick, uma vez que a mãe do menino o abandonou e foi um dos últimos pedidos de seu irmão.

O personagem de Affleck nos faz refletir sobre os limites de um ser humano, provocando um sentimento de empatia para com o personagem. Após perder os filhos em um incêndio pelo qual se culpa, Chandler se despede do irmão e assume tudo aquilo que ele deixou para trás, incluindo a tutela de um adolescente complexo e genioso. As reações do personagem em meio aos acontecimentos são reais, nos permitindo imaginar a nós mesmos em situações semelhantes.

Lonergan versa o luto de diferentes pontos de vista. Por um lado temos Lee, com seu jeito frio e fechado, carregando o fardo de tantas perdas em seu passado. Patrick (Lucas Hedges) por outro lado, lida com a perda do pai cedo demais e fica sem uma referência adulta ao redor. O relacionamento que se desenvolve entre os dois reflete as barreiras impostas pelo ser humano ao deixar-se cativar pelo outro, principalmente em momentos de dor e traumas; e quando vemos as mesmas barreiras sendo desmontadas, é difícil não se emocionar.

Manchester À Beira-Mar conta com uma história bonita e densa, e principalmente com um ótimo elenco. Além da grande atuação do irmão mais novo de Ben Affleck, a surpreendente revelação de Lucas Hedges contribui para o entendimento do adolescente carismático e rebelde nos momentos certos. Apesar de não estar presente com frequência, Michelle Williams deixa sua marca nas cenas que aparece e contribui para a montagem do personagem de Affleck.

Em suma, o que nos atrai desde o início da história é como o filme é profundamente humano, sem grandes tecnologias e apenas abordando o cotidiano de pessoas marcadas pelo luto.  Manchester À Beira-Mar nos mostra o quão difícil é superar o passado e as perdas que sofremos pela vida, além da influência que isso tem em nosso dia a dia. Muitas vezes precisamos perdoar e entender a nós mesmos para então fazer o mesmo com os outros e seguir em frente. Com um roteiro profundo de Kenneth Lonergan e uma excelente atuação do elenco, Manchester à Beira-Mar é aquele tipo de filme que precisamos assistir.

Novo livro de Neil Gaiman, Mitologia Nórdica, já tem data de lançamento no Brasil

Tudo começa e termina com gelo e fogo.

Finalmente, um novo livro de Neil Gaiman chega em breve as livrarias brasileiras. O autor irá mais uma vez, abordar o ramo da mitologia nórdica, já presente em Deuses Americanos.

Acredita-se que toda a história de deuses e homens acontece entre dois períodos: o do gelo (representando o gélido mundo escuro de Niflheim) e o do fogo (o infernal mundo das chamas de Muspell). Em seu novo livro, Mitologia nórdica, Gaiman irá se tornar cúmplice dos deuses e por meio de suas habilidades de escrita, recontar alguns mitos nórdicos conhecidos (ou não). A trama irá mostrar 15 contos e nos contar a visão dos escandinavos para o início e fim do mundo.

O livro chega às livrarias no dia 13 de março e será mais uma chance de conhecermos um pouco mais sobre as histórias dos nórdicos, por meio das belas palavras de Neil Gaiman.

Crítica | John Wick: Um Novo Dia Para Matar supera o primeiro filme, mas não surpreende

A continuação de De Volta ao Jogo (2014) veio para aumentar não apenas a qualidade de seu antecessor, como também o número de tiros, lutas e corpos. O filme cumpre aquilo a que veio oferecer, sem surpresas, mas consegue superar sua produção anterior e divertir o espectador. John Wick: Um Novo Dia para Matar transborda ação do início ao fim, com cenas meticulosas e bem trabalhadas, além de comprovar o sucesso da nova franquia de Keanu Reeves, após dois fracassos em filmes do gênero.

Logo de cara nos vemos envolvidos em uma cena de ação, onde Wick persegue enlouquecidamente um motociclista pelas ruas de Nova York. No melhor estilo Velozes e Furiosos, a perseguição acontece em ruas movimentadas e em meio ao trânsito, com manobras calculadas por parte do espião. O objetivo de tudo isso? Recuperar seu carro, roubado no primeiro filme da franquia. A grande sacada do diretor Chad Stahelski foi saber o momento certo de introduzir a comédia em meio a cenas de tensão, não tornando a obra pesada e maçante, mas sim captando a atenção de quem a assiste.

Apesar de títulos diferentes, o segundo filme começa pouco depois de onde o primeiro terminou. John Wick busca vingança pela morte de seu cachorro e pelo roubo de seu carro, e não desiste da missão até conseguir completá-la. Wick vê seu desejo pela aposentadoria explodir junto com sua casa, e percebe que ainda está longe de conquistar seu tão sonhado descanso. A história se desenrola a partir daí e o personagem cético e fechado “volta ao jogo” para uma última missão, envolvendo a Alta Cúpula italiana e o desejo por poder. Por ser o melhor matador profissional do momento, Wick é requisitado por Santino D’Antonio e obrigado a pagar uma dívida antiga, velada a sangue.

A trama alterna entre Roma e Nova York, onde o famoso hotel Continental está presente em ambos os locais. A influência de Wick é um dos pontos cômicos da produção, onde o espião consegue recuperar em minutos o que foi perdido na explosão de sua casa. Desde um sommelier com um estoque de armas de dar inveja até mesmo a James Bond, a uma rede de mendigos assassinos e altamente armados, o espião conta com a cobrança de favores e ameaças para sobreviver. Os personagens do primeiro filme permanecem, e figuras novas são adicionadas como Riccardo Scamarcio, Ruby Rose, Common ( Lonnie Rashid Lynn Jr ) e Laurence Fishburne, propiciando o aguardado reencontro entre Neo e Morpheus.

Alguns detalhes bizarros deixam a produção um pouco a desejar, como a impressão de que boa parte da população mundial é composta de assassinos, ligados por uma rede de comunicação via SMS. Esses detalhes, porém, são o que mostram ao espectador o tipo de filme a que estão assistindo. Não devemos esperar algo muito divergente do primeiro filme, mas sim algo maior e melhor, com momentos em que parece estarmos em um video game e acreditem, isso é um ponto positivo.

Apesar de ser um ator subestimado, outra pessoa não poderia ter interpretado John Wick, além de Keanu Reeves. O lado sombrio e vingativo do personagem contrasta com a expressão blasé de Reeves, trazendo uma característica singular a todo o enredo. Wick é metódico, organizado e extremamente forte, beirando a imortalidade em alguns momentos, razão pela qual é tão respeitado por outros assassinos. Felizmente, tudo indica que um terceiro filme está a caminho, alcançando um terceiro degrau na ordem crescente de perigo enfrentado pelo espião. Da máfia russa, a todos os assassinos de Nova York, para praticamente todo o planeta. Não é preciso pensar muito para saber quem sairá vitorioso nesse confronto: o cachorro, lógico.

Dito isso, tenho um pedido a fazer a aqueles responsáveis por escalar os atores de filmes: apenas parem de colocar Ruby Rose para fazer papéis aleatórios, em filmes aleatórios. Estamos em fevereiro e já a vimos em três produções cinematográficas distintas, nas quais não oferece nenhum diferencial significativo.

 

Ian Harding irá protagonizar nova série de comédia da FOX

Já esta com saudades do Ezra, de Pretty Little Liars ? Então pode comemorar, pois iremos vê-lo em breve na FOX.

O ator Ian Harding se juntou ao elenco de Thin Ice, piloto de comédia da emissora. Ele viverá Andrew, o gerente de uma equipe de pesquisa na Antártica, buscando dar seu melhor para ter sucesso na vida, após uma tentativa fracassada de investir na Bolsa de Valores.

Liz Meriwether ( criadora de “New Girl” ) assina o roteiro da série, que narra a vida de uma recepcionista (Bridgit Mendler, de “Boa Sorte Charlie!” ) atrás de seus sonhos, e que assume um emprego na Antártida e recupera seu amor pela ciência. O elenco ainda apresenta Isiah Whitlock Jr. (de “Encantada” ), no papel de Bill, um geólogo de “poucos amigos” .

Thin Ice não tem data de estreia.

Benedict Cumberbatch vai estrelar adaptação televisiva de The Child in Time para a BBC

O livro de Ian McEwan, The Child in Time, vai virar um filme pela BBC One e pela Masterpierce. A produção será estrelada por ninguém menos do que Benedict Cumberbatch (de Sherlock e Doutor Estranho), que irá participar também da produção executiva.

O filme irá explorar um território obscuro em um casamento devastado pela perda de uma criança. Cumberbatch irá interpretar o autor do livro, Stephen Lewis, que é obrigado a enfrentar a morte repentina de sua filha Kate. A essência da menina coloca Stephen e sua esposa em caminhos divergentes, a medida que ambos tentam lidar com o luto. Com a passagem do tempo, momentos de equilíbrio começam a retornar, até a esperança surgir e triunfar inesperadamente. A obra terá 90 minutos e será dirigida por Julian Farino

Eu li o livro há anos atrás e ele me marcou – profundo, bonito e muito tocante. Apenas Ian McEwan poderia escrever sobre perda com tanta honestidade. ” – disse Benedict.

Eu estou animado por ter meu romance nas mãos de um time de tão alto nível de criatividade. Eu tenho memórias de Benedict estrelando de forma brilhante na adaptação de Desejo e Reparação, então é uma grande honra ter um ator de tamanhos recursos, experiência e requinte no papel principal de The Child in Time. ” – disse o autor Ian McEwan.

Cumberbatch atualmente está gravando o drama The Current War e irá reprisar seu papel de Dr Stephen Strange no filme da Disney/Marvel, Thor: Ragnarok. O ator participou de outra colaboração da BBC One/Masterpiece, Sherlock.

Lucifer é renovada para terceira temporada

Graças a Deus (literalmente!)! A Fox encomendou uma terceira temporada para Lucifer, com 22 episódios.

“Lucifer é um daqueles raros shows que começam fortes e continuam melhorando e melhorando. Tom Ellis, Lauren German e todo o elenco fizeram personagens de terceira dimensão, e o time de produção – Jerry Bruckheimer, Len Wiseman, Jonathan Littman, Joe Henderson e Ildy Modrovich – é um dos melhores no ramo” – disse o diretor de entretenimento da Fox, David Madden.

Your prayers have been answered. Lucifer has been renewed for Season 3! 🙏

Lucifer paylaştı: 13 Şubat 2017 Pazartesi

Lucifer dará continuação a segunda temporada na segunda feira, dia 1° de maio. Lucifer saiu de circulação e cortou todo o contato com sua família, após a quase morte de Chloe. Entretanto, o assassinato de um guitarrista faz Lucifer reaparecer – com um nova mulher misteriosa. Enquanto isso, Charlotte percebe que pode ter encontrado, finalmente, uma maneira de levar sua família de volta para o céu.

Ler é Bom, Vai | O macabro e o terror se misturam em Os Três, de Sarah Lotz

Existem livros que, logo de cara, entregam sua temática principal. Apenas ao observar a capa de Os Três, percebemos que algo de sombrio circunda as páginas do livro, e tudo se confirma através de sua sinopse.

Quinta-Feira Negra. O dia que nunca será esquecido. O dia em que quatro aviões caem, quase no mesmo instante, em quatro pontos diferentes do mundo. Há apenas quatro sobreviventes. Três são crianças. Elas emergem dos destroços aparentemente ilesas, mas sofreram uma transformação. A quarta pessoa é Pamela May Donald, que só vive tempo suficiente para deixar um alerta em seu celular: Eles estão aqui. O menino. O menino, vigiem o menino, vigiem as pessoas mortas, ah, meu Deus, elas são tantas… Estão vindo me pegar agora. Vamos todos embora logo. Todos nós. Pastor Len, avise a eles que o menino, não é para ele… Essa mensagem irá mudar completamente o mundo.

Uma ótima palavra para definir a leitura de Os Três é perturbadora. Por mais que comece de maneira lenta e estável, quando menos percebe-se, já estamos relendo algumas frases para ter certeza se lemos direito. Quem escolher lê-lo, deve persistir nas palavras de Sarah Lotz, sabendo que será recompensado no final. O suspense nos envolve de uma maneira que precisamos saber o que irá acontecer no final.

Quatro aviões caem, em diferentes partes do mundo, quase ao mesmo tempo… coincidência? Para corroborar com o inacreditável, existiram três sobreviventes: Bobby, Jess e Hiro, três crianças (não sei vocês, mas sempre que crianças estão envolvidas meu sensor de medo dispara!). Os jovens não têm nada em comum, apenas o trágico acidente e a intensa exposição a mídia por consequência. Entretanto, a medida que o mistério começa a se desenvolver, algumas coincidências passam a conectá-las das mais bizarras maneiras.

Assim como em séries e filmes, teorias a cerca dos acidentes surgem de vários lugares e pessoas, cabendo ao leitor decidir qual aceitar. De alienígenas a Cavaleiros do Apocalipse, a população começa a especular motivos para apenas aquelas três crianças terem sobrevivido a acidentes aéreos. A existência de teorias pode tornar tudo um pouco confuso, caso você seja uma pessoa objetiva e ansiosa, pois Sarah nos oferece provas de que todas podem estar certas, aumentando o mistério em torno do tema central. É justamente essa ansiedade que nos faz devorar o livro rapidamente.

 

A solução adotada por Lotz para conclusão da trama pode não ter sido a mais inteligente ou adequada, em minha opinião. Após bolar diversas teorias e hipóteses para explicar não apenas a sobrevivência das crianças, mas as mortes que as rodeiam, nada é explicitamente revelado no fim. Ela deixa para o leitor decidir o que melhor lhe convém em relação ao acidente, e muitas pessoas (eu, por exemplo) não são fãs de finais deixados em aberto. Não pensem, porém, que o livro não mereça ser lido. O suspense, o macabro, o terror e a ansiedade nos envolvem e a leitura se torna rápida e emocionante.

Em Os Três, o leitor se transforma em detetive e busca uma solução e/ou explicação para a sobrevivência de três crianças. Lotz procura nos dar diversas pistas, ao mesmo tempo que não nos dá nenhuma. Cenários como a floresta Aokigahara (conhecida como floresta do suicídio) foram utilizados como cenários principais do livro, então apesar de não ser um típico livro do gênero terror, existem momentos que vão te deixar paranóico. O livro pode não te assustar, mas certamente causa um impacto.

Divulgados novos detalhes da segunda temporada de Stranger Things

Durante o último Super Bowl, a Netflix divulgou o primeiro teaser da segunda temporada de Stranger Things. O trailer gerou diversas dúvidas entre os fãs, como as novas habilidades de Will e o paradeiro de Eleven. Graças ao site Entertainment Weekly, novos detalhes do que está por vir foram divulgados.

O que irá acontecer na segunda temporada de Stranger Things?

  • A Season 2 começa aproximadamente 1 ano após a primeira temporada, por volta do Halloween em Hawkins 
  • Will está infectado com alguma coisa de seu tempo no Mundo Invertido, e está tendo visões que podem ou não ser reais. “…Parece que ele vem tendo algum tipo de transtorno de estresse pós-traumático”, disse o ator Matt Duffer.

  • Joyce (Winona Ryder) ainda está tentando manter sua família unida, e começou a namorar um amigo do colégio (Sean Astin, no papel de Bob), na tentativa de oferecer uma figura paterna aos filhos.
  • Harper está tentando manter escondidos os eventos estranhos da primeira temporada. De acordo com o ator David Harbour, “Ele está lutando com o compromisso de ter que mentir e esconder as coisas.”
  • Mike (Finn Wolfhard) e sua irmã Nancy (Natalia Dyer) estão deprimidos por terem perdido pessoas importantes na primeira temporada (Eleven e Barb, respectivamente).

  • Uma nova dupla de irmãos chega a cidade (Billy e Max). Max anda com os meninos, fazendo Lucas e Dustin se apaixonarem por ela; Billy é descrito como um vilão humano à la Stephen King, trazendo um tipo real de maldade para esse conto sobrenatural.
  • Paul Reiser interpreta o Dr Owens, que tomou conta do laboratório para monitorar a brecha entre nosso mundo e o Mundo Invertido. Owen é descrito como amigável, o que pode ser apenas uma máscara para um cientista louco e terrível.
  • Dustin irá ter um bicho de estimação de outra dimensão! (#OMG)

Os Irmãos Duffer descreveram a segunda temporada como “tipos diferentes de horror”, o que sugere que não terá apenas monstros e horror sobrenatural. Com os tipos de personagens adicionados e os arcos criados na história, podemos ter algo muito interessante para assistir. Stranger Things retorna dia 31 de outubro!

Crítica | Fãs da trilogia irão se surpreender com Cinquenta Tons Mais Escuros

Desde o lançamento de seus livros, a Trilogia Cinquenta Tons provocou extremos das opiniões: enquanto uns se apaixonaram, outros os julgaram ridículos e toscos (sem mesmo lê-los). Logo foi anunciado que a trilogia seria adaptada para os cinemas, e os comentários negativos só aumentaram, enquanto os já  fãs ficaram receosos e ansiosos ao mesmo tempo. Antes mesmo de lançar o primeiro filme, o preconceito de muitos já fala mais alto, o que apenas continuou na sequência. As adaptações para o cinema foram produzidas para os fãs, que se apaixonaram pela história original e gostariam de vê-la retratada nas telas. O objetivo foi cumprido.

Cinquenta Tons Mais Escuros veio para continuar a história iniciada em 2015, mantendo seus protagonistas e adicionando novas figuras importantes ao elenco. Além de Christian Grey (Jamie Dornan) e Anastasia Steele (Dakota Johnson), Jack Hyde(Eric Johnson), Elena Lincoln (Kim Basinger) e Leila (Bella Heathcote) assumem papéis de destaque na trama, interpretando os “vilões” da história. Hyde é, inclusive, o grande destaque do terceiro e último filme, Cinquenta Tons de Liberdade. 

Nessa nova história, o público conhece junto com Anastasia um novo lado de Christian, surpreendente para quem só assistiu o primeiro filme. A transformação do personagem dominador em um homem desesperado e apaixonado é o que atraiu muitos nos livros, não apenas o sexo presente nas páginas. A trilogia de E.L. James ainda é estigmatizada como “livros ou filme sobre sexo”, porém, não é isso que deve ser considerado. O principal enfoque da trama é o romance, desenvolvido entre uma mulher e um homem completamente diferentes, mas que encontram no outro aquilo que estavam precisando.

Um destaque muito positivo desse novo filme é a atuação de Dakota Johnson. Sua personagem nos livros é apática, se moldando a medida que a personalidade de Christian vai se transformando. Johnson conseguiu trazer para Anastasia todo um charme, elegância e diversão que os leitores ainda não conheciam, visto que o destaque sempre está em Grey. Jamie Dornan, entretanto, é o oposto, e prova mais uma vez que não deveria ter sido o escolhido para o papel. Christian é o protagonista da trilogia, aquele que tem sua vida bagunçada pela presença de Ana e que vai, com o tempo, prendendo a atenção do público por sua submissão à mulher que ama. Dornan não demonstra em momento algum uma mudança em sua expressão, mantendo a mesma postura do homem frio do filme anterior e deixando a desejar em sua atuação.

A trilha sonora de Cinquenta Tons Mais Escuros é ainda melhor do que a do primeiro filme, com músicas frenéticas, românticas e tensas nos momentos certos. Não há como negar a química entre Jamie e Dakota, principalmente nas cenas de intimidade. Ela demonstra estar a vontade na situação, principalmente pelo fato de Anastasia ter muito mais momentos de nudez do que Christian. Mais um ponto para Johnson. Além do casal principal, os personagens de Elena e Jack têm seu valor e transmitem aquilo que foi idealizado nos livros de E.L. James. 

Infelizmente, nem tudo são flores. Já é cliché falar que os livros foram melhores do que os filmes, mas alguns fatos devem ser destacados. Cinquenta Tons Mais Escuros é um filme com quase duas horas de duração, ou seja, havia tempo suficiente para abordar os pontos chaves da trama de maneira ampla e detalhada. Entretanto, momentos marcantes da história não foram bem explorados e tornaram-se de pouca importância ou ficaram apagados. O segundo livro é onde tudo acontece, onde as mudanças de Christian acarretam consequências positivas e negativas, sendo elas o carro chave da trama. A história é moldada e encaminhada para o desfecho da obra, porém, a maneira que certas questões foram abordadas foi fraca e vaga, ao invés de intensa como na narrativa original.

Por fim, apesar dos pontos negativos destacados, Cinquenta Tons Mais Escuros consegue superar o primeiro filme e irá atender aos fãs que ansiaram por tanto tempo. Salvo alguns instantes, a história permanece fiel ao livro e consegue trazer tudo aquilo que apenas desenvolvemos na imaginação. Dakota Johnson trouxe as atenções para Anastasia, transformando uma personagem quase infantil em uma mulher madura, sexy, engraçada e decidida. A química existente entre ela e Jamie Dornan é inegável, e apesar da atuação fraca do ator, o casal cumpre aquilo a que foi designado. A trilha sonora fecha com chave de ouro, ampliando a intensidade das cenas nos momentos certos. Cinquenta Tons Mais Escuros, assim como seu antecessor, é feito para os fãs da história de E.L.James, e eles ficarão satisfeitos. Afinal, é a esse público que o filme deve agradar, e o faz.

Shailene Woodley confirma saída da saga Divergente

É aquele velho ditado: ” Nada é tão ruim que não possa piorar. ”

Alguns anos atrás, Hollywood tentou triunfar com mais um sucesso adolescente, dessa vez, uma espécie de sucessor de Jogos Vorazes. Entretanto, enquanto a franquia de Jennifer Lawrence arrecadou bilhões de dólares, a de Shailene Woodley não. O recente fracasso de Convergente nas bilheterias, levou a Lionsgate a não produzir o último capítulo para os cinemas e sim para as televisões, e com isso, Ascendente será uma série televisiva.

Quando tudo parecia resolvido, uma nova notícia ruim chegou para os fãs da saga. Shailene Woodley, a Tris, confirmou que não fará parte da série, ou seja, Ascendente não terá sua protagonista original. Em um entrevista para a Vanity Fair, Woodley resumiu em poucas palavras aquilo que não queríamos ouvir.

” Não, eu não estarei na série de TV. “

Por mais chocante que seja, já não foi uma notícia completamente nova. Em setembro, Woodley já havia declarado que apesar do respeito pelo estúdio e pela produção, ela não iria participar de um programa na televisão, apenas se a quarta história fosse no cinema. Com a saída da protagonista e, provavelmente, de boa parte do elenco principal (Theo James e Miles Teller) a possibilidade de que Ascendente nunca saia do papel só aumenta.

A Série Divergente: Ascendente chegaria aos cinemas em 2017, portanto, espera-se que a série atinja esse mesmo prazo. No entanto, com essa nova confirmação é difícil prever se a franquia terá um futuro além dos livros. Para aqueles que quiserem assistir Shailene em mais alguma produção, ela irá estrelar ao lado de Nicole Kidman, Reese Witherspoon e Laura Dern em uma minissérie da HBO, além de estar escalada para o novo filme de Baltasar Kormakur , Adrift.

Quem é o Bispo Heahmund, papel de Jonathan Rhys Meyers em Vikings?

A quarta temporada de Vikings encaminhou seu desfecho com o episódio 20. Para quem ainda não o assistiu :

AVISO DE SPOILER AVISO DE SPOILER AVISO DE SPOILER AVISO DE SPOILER AVISO DE SPOILER AVISO DE SPOILER 

Nos minutos finais do último episódio conhecemos um novo personagem, até então inédito na série, apesar do rosto familiar. Caso você tenha se perguntado de onde o conhece, provavelmente já o deve ter visto em The Tudors, série de drama baseada na história do rei Henrique VIII de Inglaterra, encerrada em 2010.

Jonathan Rhys Meyers veio para garantir que os filhos de Ragnar terão um inimigo a frente nos episódios futuros. Que Meyers tem capacidade de interpretar um personagem completamente insano nós já sabemos, resta saber se será o bastante para levantar a audiência de Vikings. Com esse final de episódio, adição de um personagem vem bem a calhar!

“Eu sabia que precisava de um novo grande herói Saxão, um novo guerreiro, alguém que poderia realmente bater de frente com os Vikings. Eu descobri sobre os bispos guerreiros, que eram pessoais reais –  Heahmund foi uma pessoa real. Eles foram os precursores dos Cavaleiros Templários, eles eram extremamente inteligentes, extremamente bem educados, e lutavam contra oponentes espirituais, como os pagãos.Eram pessoas absolutamente religiosas, agora eles colocam uma armadura e lutam. Eles eram insanos, acreditavam totalmente no Cristianismo e sua mensagem, mas no campo de batalho eram frenéticos “ – disse o criador da série Michael Hirst.

Quando perguntado sobre Heahmund:

“Ele é um homem de Wessex e ele será um oponente a altura de Ivar. Toda sua vida foi sempre sobre compromissos intensos e passionais. Ele é a carta coringa, interpretado pelo Jonathan Rhys Meyers, sendo que ele próprio já é uma carta coringa. “

De acordo com as histórias anglo-saxônicas, Heahmund foi consagrado bispo em 867 e defendia sua igreja com unhas e dentes. O resultado disso são as inúmeras batalhas contra aqueles que iam contra suas crenças. Ele morreu em 871, na batalha de Marton ou Meretum, cuja duração foi de aproximadamente 2 meses. Acredita-se que o filho de Ragnar, Halfdan ( provavelmente a mesma pessoa que na série é retratado como Hvitserk) tenha liderado a oposição, que saiu vencedora. Dentre as perdas estava o Bispo Heahmund, que mais tarde foi declarado Santo pela Igreja Ortodoxa.  Ainda não sabemos como a série irá abordar o personagem, mas seria muito bom ter essa batalha retratada.

 

A quinta temporada de Vikings irá estrear no final deste ano, por isso não precisaremos esperar tanto assim por novidades.