Moana | Alessia Cara lança música tema para a nova animação da Disney

Conhecida pelos sucessos Here e Wild Things a canadense, Alessia Cara, agora faz parte do time de cantores em trilhas sonoras de filmes. A nova animação dos estúdios Disney, Moana, tem a primeira música de sua trilha divulgada.

How Far I’ll Go é interpretado pela doce voz da menina Alessia e tem uma melodia suave, confira:

Assim como foi Frozen, Moana tem grande possibilidade de ser uma animação musical, então podemos esperar por um Let it Go 2.0.

Moana Waialiki é uma corajosa jovem, filha do chefe de uma tribo na Oceania, vinda de uma longa linhagem de navegadores. Querendo descobrir mais sobre seu passado e ajudar a família, ela resolve partir em busca de seus ancestrais, habitantes de uma ilha mítica que ninguém sabe onde é. Acompanhada pelo lendário semideus Maui, Moana começa sua jornada em mar aberto, onde enfrenta terríveis criaturas marinhas e descobre histórias do submundo.

Trailer:

See the line where the sky meets the sea? It calls me and no one knows, how far it goes. If the wind on my sail in the sea stays behind me. One day I’ll know, how far I’ll go… ♪♫♪

Moana estreia no dia 5 de janeiro de 2017

Kubo e as Cordas Mágicas é uma obra de arte em forma de animação

poster-kuboA animação Kubo e a Cordas Mágicas entrou para o meu top 10 em animações. Vindo contra tudo o que somos acostumados, o filme é feito todo em stop motion e com muito carinho. Assim como Coraline, Kubo e as Cordas Mágicas é daqueles filmes feito para crianças, mas que encantam muito mais os adultos.

O filme conta a história de Kubo, um jovem que possui uma habilidade incomum, ele dá vida a origamis apenas tocando seu violão. Com um passado e uma família um pouco conturbada, o nosso herói se diverte e ganha a vida criando aventuras e contando aos moradores do pequeno vilarejo em que mora. Com apenas um olho, Kubo vive e se diverte junto aos moradores desta cidadela, contanto que volte para casa antes do anoitecer. Já que coisas ruins podem acontecer a noite.

Um dia o jovem decide ficar até mais tarde e não voltar para casa no momento em que o sol se põe e é aí que a história começa a se desenrolar. Kubo começa a ser perseguido e para que possa sobreviver, deve ir atrás de uma armadura para enfrentar o grande vilão e derrotá-lo. Não vou contar detalhes da história, mas é importante saber que uma hora você vai ficar de queixo caído com o plot twist que vai receber bem no meio da cara. Ao desenrolar da trama somos apresentados a diversos personagens, como a Macaca, o Besouro, as Irmãs e o Rei da Lua, esses personagens são fundamentais para a evolução da história.

Com muita aventura, diversão, ação e uma animação encantadora. As cenas em que aparece nosso jovem guerreiro contando suas histórias são de impressionar, uma verdadeira obra de arte. A Laika, produtora do filme sempre tomou muito cuidado em suas animações, deixando as transições sutis e leves, fazendo com que seus stop motion se tornem lindas obras para o cinema.

Com Charlize Theron (Mad Max), Matthew McConaughey (Interestelar), Art Parkinson (Game of Thrones), Rooney Mara (Carol), Ralph Fiennes (Harry Potter) e grande elenco, Kubo traz a liberdade na hora de criar, com um requinte na hora de animar e sem perder a qualidade na hora de encantar.

Confira ao trailer:

 

10 motivos para você (re)assistir The O.C.

Neste mês está programado para entrar no catálogo da Netflix aquela série, que para muitos, foi a porta de entrada para o mundo das séries. Estamos falando de The O.C. (ou para muitos The O.C. – Um estranho no paraíso).

Orange County é um paraíso na terra dos ricos, na Califórnia. Nas mansões por trás dos muros, tudo parece ser perfeito. Quando Ryan Atwood (Benjamin McKenzie), um adolescente problemático que vive se metendo em roubadas, chega em Orange County (“O.C.”) com o advogado Sandy Cohen (Peter Gallagher), ele começa a descobrir que nem tudo ali naquele lugar é tão perfeito como aparenta.

A série durou 4 temporadas e nós listamos 10 motivos para você assistir ou reassistir essa maravilha da televisão.

1 – Rostos conhecidos

Com certeza você já viu Benjamin McKenzie, Mischa Barton, Rachel Bilson, Adam Brody e grande parte do elenco em alguma outra obra para televisão ou cinema.

2 – Enredo

A história é bem desenrolada e não deixa tantas pontas soltas. É tudo bem casado.

3 – Personagens

O desenvolvimento dos personagens são bem feitos, destacando bem os conflitos pessoais deles.

4 – Participações

Ao passar das temporadas vários atores fizeram participações especiais, tornando a história ainda mais interessante.

5 – Romance

Leve, sutil e faz você sofrer com o término de alguns casais e amar outros que decidem ficar juntos.

6 – Drama

Não chega a ser aquela drama Grey’s Anatomy, é um pouco mais leve, mas dá aquele nó na garganta.

7 – Comédia

As piadas não são forçadas e, na maioria das vezes, são super sarcásticas.

8 – Trilha Sonora

Quem nunca cantou Califórnia do Phantom Planet na vida? Californiaaaaaaa! Here we come!!!!

9 – Lição de vida

The O.C. querendo ou não ensinou muita coisa e passava boas lições de vida. É sempre bom pegar as coisas boas das séries e colocar em prática no dia a dia.

10 – Nostalgia

Ver os personagens que você assistia aos domingo de manhã pela SBT vai fazer você se sentir nostálgico e lembrar que sua única preocupação era não perder seus episódios.

BÔNUS:
11 – SETH COHEN E SUMMER ROBERTS

DONOS DA SÉRIE!!!!!!

Se você se convenceu ou não, assista a série do mesmo jeito. A Netflix vai disponibilizar a partir do dia 15 de outubro, todas quatro temporadas de uma vez, ou seja, dá pra fazer uma maratona maravilhosa. Se você acha que faltou alguma coisa nessa lista, comenta aí pra gente.

O que aconteceu com a saga Divergente?

O ano é 2011 e a Summit Entertainment comprou os direitos de uma grande aposta: Divergente.

Um livro que conta a história de Beatrice Prior, uma garota que ao completar 16 anos tem que escolher uma facção para seguir e mudar totalmente sua vida. Cada facção ajuda em uma coisa na cidade de Chicago, que é isolada, cercada e protegida contra tudo que há de ruim fora dela. Seguindo a linha dos últimos best-sellers, Divergente também se passa em um futuro distópico e tem como protagonista uma garota. O livro foi super aclamado em todo o mundo, ficando no top 10 dos mais vendidos por semanas.

A história do livro é boa, os personagens são bem construídos e os diálogos bem estruturados. A série conta com três livros, sendo assim uma trilogia, com Divergente, Insurgente e Convergente. Depois do sucesso que foi Jogos Vorazes, a adaptação tinha tudo para ser um grande estouro de bilheterias, mas então onde foi que a produtora errou?

Como um fã dos livros digo que eles erraram na construção dos roteiros, isso quer dizer que eles não são bons? Longe disso, isso quer dizer que eles não estão nem aí para os fãs ao adaptar uma obra literária. O primeiro filme, Divergente, seguiu quase a risca tudo que tinha no livro, cortaram algumas cenas aqui e ali, mas nada que pudesse prejudicar tanto a história. Divergente foi um bom filme, não foi cem por cento fiel ao livro, mas chegou a uns setenta por cento.

Aí vem Insurgente, o segundo filme adaptado, toda vez que assisto ao filme me pergunto de onde que eles basearam o roteiro. Se você quer algo mais infiel ao livro que os filmes de Percy Jackson, vá assistir Insurgente. A história é totalmente paralela do que se está no livro, que em vários momentos mostra nossa heroína passando por conflitos pessoais para se salvar e salvar as pessoas que ela ama, sem contar que ninguém sabia da tal caixa que Jeanine Matthews (Kate Winslet), encontra no começo do filme. A adaptação de Insurgente foi realmente um tiro aos fãs da trilogia, já que não possuía fidelidade alguma. Ta que o livro também não é lá aquelas coisas, mas possui passagens e momentos muito importantes, principalmente da parte final, antes deles divulgarem o vídeo de Edith Prior.

Por fim temos o último livro, Convergente, que não sei porque cargas d’água eles decidiram dividir em duas partes, desde que Harry Potter e as Relíquias da Morte foi dividido, isso meio que virou regra. O que é péssimo, pois inventaram de dividir Jogos Vorazes: A Esperança e quase que tiveram prejuízo.

Sei que a ideia de divisão é para que não se perca detalhes importantes do livro, mas tem livros que não tem essa necessidade e Convergente é um deles, mas quem disse que as produtoras estão se importando com isso? Aí que está o erro! A Lionsgate, uma das produtoras da série de filmes de Divergente, estava decidindo se o último filme que se chama Ascendente iria ou não para o cinemas, por quê? A resposta é clara, porque mais uma vez eles ficaram cem por cento nem aí para o livro e criaram uma outra história para o roteiro de Convergente, que foi a pior bilheteria da série e com razão. Depois do fiasco de Insurgente a maioria dos fãs dos livros não animaram em ir ao cinema para ver o filme (eu fui um deles) e, por isso esperavam o lançamento em algum lugar para fazerem o download e assistir.

Toda a bola de neve começou com a adaptação de Insurgente, depois disso eles só foram descendo ladeira abaixo e chegamos ao ponto de que Ascendente não irá mais para o cinema e sim para a TV. O que nos traz mais um grande problema, o elenco original do filme estão insatisfeitos com a decisão e, com isso, pode ser que eles não voltem para gravar a continuação de Convergente.

Leia também: Shailene Woodley não quer participar da adaptação de Divergente para a TV

Então fica aí a reflexão para as grandes produtoras, até onde vale o dinheiro investido sem a satisfação do fã? Sabemos que é complicado, nem sempre temos cem por cento de acerto, mas é como diz o ditado, “em time que está ganhando não se mexe”. Agora é esperar os próximos capítulos dessa novela que está sendo o fim da série Divergente.

This is US | 10 coisas que podemos esperar da série

This is Us é uma das nossas apostas nesta fall season, se você não conhece aqui vai uma breve apresentação da série:

A série acompanha quatro histórias dos personagens de Mandy Moore, Milo Ventimiglia, Jason Hartley, Chrissy Metz e Sterling K. Brown, que de algum modo estas pessoas possuem uma ligação. Além disso somos apresentados a conflitos pessoais de cada personagem, fazendo com que elas se entrelaçam em algum momento da série.

Com isso, decidimos listar 10 coisas que podemos esperar da nova aposta da NBC.

Dica: coloque para tocar I Won’t Give Up do Jason Mraz enquanto você lê esse post.

1 – Representatividade.

Kate (Chrissy Metz) é uma pessoa que sofre de obesidade. Na maioria das vezes o “gordinho” da trama vem para fazer parte do núcleo cômico. Em This is Us as pessoas que sofrem dessa doença realmente sofrem e passam por inúmeras dificuldades.

2 – História Reais

Randall (Sterling K. Brown) é um personagem que não conhece seus pais biológicos, ele vem para mostrar a realidade de muitas pessoas que passam por isso em suas vidas.

3 – Muito Drama

Pegue o lencinho e prepare-se para chorar, pois a série é definida como drama e comédia. Ou seja, vai rolar muitas lágrimas sim!

4 – Comédia na Medida Certa

Assim como iremos chorar, iremos rir. As piadas na série são leves e inteligentes, fazendo-nos rir na hora certa.

5 – Conflitos

Para que ela se mantenha com a qualidade que foi o piloto, a série precisa manter os conflitos pessoais do personagens como o ponto alto da história.

6 – Música Boa

Para que as cenas façam sentido a trilha sonora é essencial, o piloto não deixou a desejar e, com isso, podemos esperar que ela seja maravilhosa.

7 – Romance

Pra ter drama tem que ter romance, então podemos ter certeza que é um dos pontos a serem explorados na série, mas sem ser o centro das atenções.

8 – Fortes Personagens Secundários

Para que as histórias avancem de forma boa, os personagens principais precisam de apoio dos secundários e This is Us vai nos trazer ótimos coadjuvantes.

9 – Lição de Moral

This is Us parece que foi lançada apenas para ter um objetivo: FAZER A GENTE PENSAR SOBRE A NOSSA VIDA.

10 – Reviravoltas

Vai ter muito plot twist, o episódio piloto já teve um dos plots mais lindos da história, imagina o resto da série? Que continue assim!

Agora é só acompanhar para ver o que nos espera. Se interessou sobre a série? Assista ao nosso vídeo onde comentamos as nossas primeiras impressões:

Ler é bom vai! | Azeitona, um romance que vai fazer você rir e chorar!

azeitona-livroConfesso que quando fiquei sabendo que o youtuber Bruno Miranda iria escrever um livro isso me animou, pois acompanho o seu canal já tem algum tempo. Ao mesmo tempo em que fiquei feliz por ele lançar o livro, eu me preocupei. Lançar um livro por si só já uma grande dificuldade, quando você faz vídeos para o Youtube, parece que essa dificuldade é multiplicada por dois, visto que muitos livros de youtubers recebem inúmeras críticas. Porém, Azeitona veio para superar minhas expectativas.

O livro conta a história de Ian, um garoto normal de dezesseis anos que tinha duas preocupações em sua vida: estudar e dar aulas de tênis. Assim como lemos em outros livros, Ian não é o cara mais popular da escola, as meninas não se matam para ficar com ele e muito menos para que ele as convidem para sair. Ian é como a maioria dos meninos na escola, sabendo que o único objetivo é passar de ano. Somos apresentados a Emília, uma garota que está no top dez das meninas mais bonitas da escola, aquela menina ‘inalcançável’ para o menino que quer se passar despercebido. Inicialmente você pode imaginar que o livro é um grande clichê, como a maioria dos romances lançados, mas é aí que você se engana. Azeitona tem cara de ser uma comédia romântica ou um sitcom que faria muito sucesso.

A história do casal principal Ian e Emília é um pouco mais complicada do que vocês imaginam, já que o protagonista é convidado para participar de um reality show chamado Novos Pais, onde jovens casais que estão ‘grávidos’ mostram como é a sua rotina até o parto da criança, só que há um pequeno detalhe nisso, Ian e Emília não estão grávidos e muito menos são um casal. É a partir daí que a história começa a se desenrolar, pois eles precisam manter essa mentira por seis meses até que o filho ou filha dos dois nasça. O desenrolar da história é uma verdadeira loucura, você vai rir (muito, de verdade eu nunca ri tanto lendo um livro), também vai chorar (sim, tem um plot twist nesse livro que você fica até apreensivo ao continuar lendo) e vai amar muito esses dois.

Não podemos esquecer de outros personagens que também são importantes nesta história, como Iris a irmã mais velha de Ian, que cuidou dos dois desde que sua mãe faleceu e seu pai os abandonou (isso nem é spoiler, pois está na contracapa do livro ok!?), temos também Catarina, uma produtora extremamente bipolar, Lisa, uma amiga de infância que tinha se afastado de Emília, mas que a reencontrou pelo fato de também participar do programa, Gael, o verdadeiro namorado de Emília e Caio, o aluno de tênis e amigo de Ian. Em Azeitona também somos recheados de referências à cultura pop, algo que nos deixa ainda mais próximo aos personagens, por ser uma coisa que você provavelmente deve fazer.

Azeitona é a prova que criadores de conteúdo e influenciadores pode sim fazer um ótimo trabalho, que não é sua profissão que te faz um ótimo profissional, mas sim sua dedicação em fazer um ótimo trabalho.

Onde Comprar: Cultura / Saraiva / Submarino

Cinco coisas que podemos esperar do filme O Lar das Crianças Peculiares

Neste mês estreia a nova adaptação de Tim Burton, O Lar das Crianças Peculiares, um filme baseado no best-seller de Ransom Riggs que conta a história de Jacob Portman, que é interpretado por Asa Butterfield.

Com isso decidimos listar cinco coisas que podemos esperar deste novo filme.

1 – Histórias envolventes

No livro, somos apresentados a um universo totalmente novo, personagens com histórias incríveis e que, com as fotos que tem nos livros, possuem uma grande ligação a todo o enredo. Se não mudarem muito no filme, o que acho bem improvável, nós teremos grandes histórias, principalmente a da Srta. Peregrine e do avô de Jacob.

2 – Personagens fortes

Pela surra de trailer que tomamos, podemos ver que no orfanato da Srta. Peregrine temos personagens tímidos, mas com grande potencial de crescimento ao longo da história. Para quem leu o livro e acompanhou todo o processo de produção do filme, é notória a mudança de uma grande personagem, eu particularmente fiquei curioso ao saber dela, para tentar entender o porquê do ocorrido.

3 – Ação e aventura na medida certa

O Lar das Crianças Peculiares é mais uma das adaptações que não deve ter grandes cenas de ação, porém temos certeza que ela virá na medida certa para gerar aquela grande tensão por um período razoável nas salas de cinema. Além de inúmeros momentos de aventuras que tornarão o filme ainda mais interessante.

4 – Elenco maravilhoso

A escolha do casting do filme foi feita com muito amor, ao ter Asa Butterfield como o personagem principal, Eva Green como coadjuvante e Samuel L. Jackson como o antagonista, três nomes que conseguem sustentar um filme até mesmo se o roteiro dele for mais ou menos (o que estou esperando que não seja). Já fomos provados que o jovem Asa consegue levar longa tão bem quanto qualquer ator com anos de carreira e o talento de Eva Green é algo que nem devemos discutir, pois em cada personagem que ela interpreta, podemos ser apresentados a algo novo.

5 – Que vire uma série de filmes

Ainda não foi declarado oficialmente, mas assim como as grandes adaptações, é bem provável que O Lar para Crianças Peculiares acabe virando uma série de filmes, visto que foi lançado uma trilogia. Tudo vai depender da aceitação deste primeiro filme.

O Lar para Crianças Peculiares estreia dia 29 de setembro nos cinemas. Caso queira saber mais sobre a história de Ransom Riggs, confira a resenha que publicamos e assista ao trailer dessa grande adaptação.

Review: O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares

Capa orfanato para criTítulo: O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares

Série: Srta. Peregrine

Autor(a): Ransom Higgs

Editora: LeYa

Páginas: 336

Ano de Lançamento: 2015 (2ª edição)

Onde Comprar: Cultura / Saraiva / Submarino


Aventura, romance e ação na medida certa.  

Em O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares nos mostra como Ransom Higgs é um gênio da literatura infanto-juvenil. Quem poderia dizer que algumas fotos peculiares inspirariam alguém a escrever um livro tão envolvente.

O livro que possui 336 páginas conta a história de Jacob Portman, um adolescente que viaja com seu pai em busca de respostas. Ao sermos apresentados a Jacob notamos que ele é um garoto comum, que não tem muita expectativas na vida e que provavelmente quer ter sua vida tranquila. Quando criança o jovem era apaixonado pelas histórias que seu avô Abraham Portman contava, essas histórias envolviam pessoas com dons que até então todos achávamos que só existiriam em contos de fadas. Conforme os anos foram passando e Jacob crescendo, ele deixa de acreditar que essas histórias são reais e as trata apenas como um conto de fadas. Um dia enquanto trabalhava ele recebe o telefonema de seu avô e é ai onde começa a toda a reviravolta da vida de Jake.

A reviravolta é o ponto em que começamos a realmente adentrar e conhecer mais do que são as crianças peculiares que o título nos fala, pois é o momento em que Jacob começa a investigar se as histórias que o vovô Portman eram reais, tendo até que viajar com seu pai para a cidade onde seu avô cresceu. E é neste momento que você começa a ficar apreensivo, pois você fica se perguntando quem são aquelas crianças que estão nas fotos que são mostradas no inicio do livro, o que elas podem fazer e quais seus nomes. Demora um pouco até sermos apresentados ao orfanato da Srta.Peregrine e à suas crianças peculiares, mas Ransom Higgs faz com que a apresentação de cada personagem seja tão única e tão profunda que você pensa “MEU DEUS, COMO EU AMO ESSE LUGAR”, sério! Para quem está lendo ou leu o livro depois de ver os trailers que saíram do filme, assim como eu, vai estranhar algumas diferenças entre os personagens que aparentemente foram trocados na adaptação cinematográfica para fazer com que a história desenrole melhor. Não acho que isso vá atrapalhar, mas pode frustar em alguns aspectos. Voltando ao livro, após sermos apresentados às crianças peculiares e suas habilidades, começamos a ver como funciona todo aquele lugar como a Srta. Peregrine coordena e cuida das crianças protegendo-as dos perigos do mundo.

O livro também nos apresentam os acólitos e os étereos, que são os vilões de toda a série de livros e com a  narrativa maravilhosa do Jacob, conseguimos visualizar eles perfeitamente. Aliás, vamos falar dessa narrativa? Desde que li os livros do Rick Riordan, não tinha encontrado nenhum livro que fosse tão simples, com a narrativa direta e simples como essa. Higgs sabe fazer você se transformar no personagem e fazer parte da história.

 

Quanto mais representatividade, melhor!

Quando falamos em representatividade na cultura pop o que nós vemos? Muitos comentários negativos, muita coisa ruim e principalmente muito preconceito.

Antes de escrever este texto voltei há algumas notícias para ler os comentários e me assustei com a grande quantidade de preconceituosos. Vou citar alguns casos que acompanhei de perto e, a cada um que lia eu pensava:

“PELO AMOR DE DEUS, VOCÊ NÃO APRENDEU NADA COM AS COISAS QUE VOCÊ CONSOME CULTURALMENTE?!”.

Não vou me aprofundar muito neles, pois não são o foco deste texto, eles só são o primeiro passo.

O primeiro caso a ser comentado foi a escolha do ator Michael B. Jordan como o Johnny Storm do reboot de 2015 para O Quarteto Fantástico.

O segundo caso foi a escolha do ator Finn Jones para ser o personagem Danny Rand, o Punho de Ferro, na série original da Netflix.

O terceiro caso para se lembrar foi a escolha do elenco principal de Caça-Fantasmas.

O que todos estes casos têm em comum? Todos eles foram atacados com comentários preconceituosos e com certa discriminação.

“Um ator negro fazer um personagem loiro de olho azul, que absurdo! Como que um personagem tão forte e másculo como o Punho de Ferro seria interpretado por um ator que fez papel gay em uma série de sucesso mundial? Meu Deus, é sério que vão colocar quatro mulheres para fazer as Caça-Fantasmas? Putz, acabaram de destruir um clássico dos anos 80.”

Confesso que em minha interpretação peguei leve, pois li comentários bem mais maldosos.

A representatividade é importante sim! Quanto maior o número de mulheres em papéis aparentemente para homens, melhor! Quanto maior o número de atores negros em papéis de destaque, melhor! Quanto menos preconceito, melhor!

Quando falamos de representatividade, não estamos querendo forçar você a gostar disso. Queremos mostrar como isso é realmente importante e o quanto isso faz a diferença na vida dessa minoria que sempre foi repreendida. Não sei se vocês lembram, mas no começo deste ano, um menino viu o boneco do Finn de Star Wars e ele se identificou com o mesmo, pois era da cor dele.

Eu fico pensando  o quanto todos ainda têm um pensamento errado sobre algo ou alguém. Por que não buscam ver que isso vai ser importante para a população em geral?!

Quantas mulheres não amaram ver a Charlize Theron em Mad Max, quebrando aquele conceito de mulher fraca? É isso que temos que priorizar. O mundo é diversificado, as pessoas são diferentes, as culturas são diferentes.

Eu fico extremamente desanimado quando vejo que pessoas apreciadoras da cultura pop atacam algum ator/atriz por conta do seu gênero ou da sua cor. Que eu saiba ser “nerd”, também não era cool até dez anos atrás.

É um absurdo ver uma minoria, que ganhou força, começar a atacar outra minoria. Precisamos parar e pensar que, quanto mais representatividade houver, mais pessoas podemos alcançar e assim, mais produções serão colocadas em prática.

Novamente volto a falar, representatividade é importante e quanto mais melhor. Vamos pensar mais nisso, vamos pensar o quanto isso é importante para a vida social das pessoas e para a cultura pop.